A TESE DO MARCO TEMPORAL E O PROJETO DE LEI Nº 1.942/2022: INSEGURANÇA JURÍDICA NOS PROCESSOS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DOS POVOS KALUNGA E MOCAMBEIRO
Keywords:
Comunidades quilombolas, Regularização fundiária, Marco Temporal, Insegurança jurídicaAbstract
Está em trâmite na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.942/2022 que positiva a Tese do Marco Temporal, dispositivo que limita temporalmente a demarcação das terras indígenas, e projeta limitação também sobre os processos de regularização fundiária de comunidades quilombolas. Nesse estudo concentra-se nos casos dos povos Kalunga (GO) e Mocambeiro (MA), buscando compreender como a legislação influencia seus direitos territoriais e se há dificuldades enfrentadas por essas comunidades na titulação de seus territórios. A metodologia adota abordagem dedutiva e quantitativa, com base em revisão bibliográfica, análise documental e dados institucionais. Destaca-se que a nova lei intensifica a insegurança jurídica e a hipótese de que os territórios quilombolas desempenham papel essencial na proteção da biodiversidade. Percebe-se, ainda, que a discussão sobre o Marco Temporal extrapola a esfera agrária e ameaçando, igualmente, a preservação ambiental e cultural desses povos.
References
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⁵CHAVES, Carlos Eduardo Lemos. O Direito de Retomada de terras tradicionalmente ocupadas e a tese do marco temporal. Dissertação (Mestrado em Direito Agrário) – Faculdade de Direito, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2022.
⁶MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. 6ª CCR. Nota Técnica nº 1/20. Disponível em: https://www.mpf.mp.br/atuacao-tematica/ccr6/documentos-e-publicacoes/publicacoes/nota-tecnica/2020/NotaTcnican1.2020.6CCR.Marcotemporal.pdf.
⁷VIVAS, Fernanda. Marco temporal: partidos vão ao STF para validar regra de demarcação de terras indígenas. G1. 28 dez. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/12/28/marco-temporal-partidos-vao-ao-stf-para-validar-regra-de-demarcacao-de-terras-indigenas.ghtml.
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