FREQUÊNCIA DE AMEBAS DE VIDA LIVRE (AVL) EM LOCAIS RECREATIVOS DE CERES, GOIÁS, BRASIL
Palavras-chave:
Trofozoítos, microscópio óptica, sistema nervoso central, infecçãoResumo
Amebas de Vida Livre (AVL) são protozoários ambientais capazes de causar infecções graves e raras, especialmente em pessoas imunodeprimidas. Este estudo avaliou a presença de AVL em diferentes amostras ambientais de um clube recreativo de Ceres-GO. Foi promovida uma pesquisa transversal e prospectiva, de natureza qualiquantitativa, entre outubro de 2024 e agosto de 2025. Foram coletadas 30 amostras de água, poeira e biofilme de diferentes locais como piscinas, pias e freezers. O volume de 180 mL de água foi centrifugado a 2.500 rpm por 10 minutos, e o sedimento de 2 mL foi cultivado em ágar soja 1,5% por até 30 dias. A cada quatro dias, cada amostra foi analisada por microscopia óptica em esfregaço a fresco, com aumento de 40x, 100x, 400x. Após análise microscópica da morfologia, os isolados foram congelados para posterior investigação molecular. Detectou-se positividade em duas amostras de água e biofilme, mas não em poeira. Ou seja, foi verificada uma positividade de 6,7% (2/30) para as AVL. Foram observados trofozoítos com pseudópodes lobópodes e cistos de dupla parede ou poligonais. Também foram visualizados em cultura diferentes formas bacterianas, Paramecium spp. e outros microrganismos de vida livre. A positividade esteve associada a falhas de higienização, reforçando a resistência dos cistos a descontaminantes ambientais. Este é o primeiro registro de AVL em Ceres-GO, ressaltando seu potencial patogênico e a necessidade de adoção de medidas específicas de prevenção.
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