AVALIAÇÃO DA SÍNDROME DE BURNOUT EM SOCORRISTAS DO SAMU NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS - GOIÁS
Palavras-chave:
socorristas, burnout, serviços de atendimento móvel, qualidade da assistência a saúdeResumo
Introdução: A Síndrome de Burnout é um transtorno relacionado ao trabalho, caracterizado por exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, cuja prevalência tem aumentado significativamente no Brasil, sobretudo entre profissionais submetidos a altas demandas e pressões constantes. Essa condição compromete a saúde, o desempenho e a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente na área da saúde, podendo gerar erros, insônia, insatisfação e prejuízos nas relações pessoais e na assistência prestada aos pacientes. Objetivo: Identificar o risco e/ou intensidade da síndrome de Burnout em socorristas do SAMU de Anápolis (GO). Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 59 socorristas que responderam questionário sociodemográfico e foram avaliados pelo instrumento Maslach Burnout Inventory (MBI). Resultados: O estudo incluiu 59 socorristas do SAMU, majoritariamente homens (66,1%), com predomínio da faixa etária de 31–40 anos (47,4%), casados (67,8%) e atuando principalmente como condutores e técnicos de enfermagem (35,6% cada), com jornada superior a 50h semanais (74,6%). A maioria apresentou fase inicial de burnout (47,4%), seguida de risco para evoluir com burnout (40,7%) e forma moderada (11,9%), sem casos severos. A fase inicial prevaleceu entre técnicos, enfermeiros e médicos, enquanto o risco foi mais frequente entre condutores. Conclusões: Existe alta prevalência de sinais iniciais e de risco para a síndrome de Burnout entre os socorristas do SAMU, associados a longas jornadas e funções de elevada demanda. Não foram identificados casos severos, predominando fases iniciais e moderadas. Os achados reforçam a importância de medidas preventivas e de apoio à saúde ocupacional desses profissionais.
Referências
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