PERFIL DE UTILIZAÇÃO DOS PSICOESTIMULANTES ENTRE OS ACADÊMICOS DE MEDICINA
Palavras-chave:
estimulantes do sistema nervoso central, metilfenidato, estudantes de medicina, perfil epidemiológicoResumo
Introdução: Psicoestimulantes são substâncias que atuam no sistema nervoso central, podendo ser naturais ou sintéticas, e têm como efeitos principais o aumento da motivação, da atenção e da sensação de recompensa. No Brasil, seu uso tem crescido gradualmente entre estudantes, variando conforme o período acadêmico, estando associado à motivação e ao consumo concomitante de outras substâncias. Objetivo: Analisar o perfil e o contexto de estudantes de graduação em medicina que utilizam psicoestimulantes ao longo da formação, bem como o uso associado de outras drogas. Método: Revisão integrativa da literatura, conduzida segundo as diretrizes PRISMA, fundamentada na prática baseada em evidências e estruturada na estratégia PICO. A população foi composta por discentes de medicina; o interesse, pelas variáveis associadas ao uso de psicoestimulantes; e o contexto, pela utilização dessas substâncias durante a graduação. A pergunta norteadora foi: “Quais as principais variáveis associadas ao perfil de estudantes de medicina que consomem psicoestimulantes?”. A busca, realizada nas bases SciELO, LILACS e PubMed/MEDLINE, utilizou descritores combinados com os operadores booleanos AND e OR. Resultados: Foram incluídos 10 artigos, que apontaram o uso frequente de psicoestimulantes, em grande parte sem prescrição médica. As principais variáveis associadas foram a busca por melhora no desempenho cognitivo, consumo concomitante de álcool e cannabis e alterações no sono. Em alguns casos, o uso visava compensar a privação de sono. Conclusão: O consumo de psicoestimulantes entre universitários de medicina mostra-se elevado e configura um desafio de saúde pública, dada a prevalência observada no Brasil e também em países desenvolvidos.
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