FITOTERÁPICOS NO SUS: UMA PESQUISA DAS PRÁTICAS DE PRESCRIÇÃO E ADESÃO EM ANÁPOLIS, GOIÁS
Keywords:
Fitoterapia, Atenção Primária, Médicos, PacientesAbstract
Introdução: A fitoterapia é reconhecida como prática integrativa no Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda existe discrepância entre o uso popular e a prescrição médica. Objetivo: Investigar a percepção de médicos e pacientes sobre o uso e a prescrição de fitoterápicos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Anápolis–GO. Mtodo: Estudo descritivo, transversal, realizado entre 2024 e 2025, com 13 médicos e 83 pacientes de cinco UBS. Os dados foram coletados por questionários estruturados e analisados por estatística descritiva e testes de associação, com significância de 5% (p<0,05). Resultados: Entre os médicos, 53,8% prescrevem fitoterápicos ocasionalmente, 38,5% raramente e 7,7% nunca prescrevem. As principais barreiras relatadas foram falta de informação científica (53,8%), carência de capacitação (46,2%) e preocupações com segurança (46,2%). Apesar disso, 84,6% defendem sua inclusão no currículo acadêmico e 76,9% participariam de treinamentos. Entre os pacientes, 74,7% relataram já ter utilizado fitoterápicos, principalmente na forma de chás (66,3%). Os motivos mais citados foram complemento ao tratamento convencional (48,2%), baixo risco (38,6%) e custo reduzido (33,7%). A maioria avaliou positivamente a eficácia (66,3% notas ≥7) e 55,4% participaria de programas de fitoterapia no SUS. Conclusão: Observa-se um descompasso entre a baixa prescrição médica e a ampla aceitação popular dos fitoterápicos, mas também abertura para maior integração. Protocolos clínicos, capacitação profissional e apoio institucional são fundamentais para consolidar essa prática na Atenção Primária.
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