TERRITÓRIO, AGROQUÍMICOS E PROCESSO SAÚDE-DOENÇA: ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE O USO DE AGROTÓXICOS NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA E OS CASOS DE SUICÍDIO NA POPULAÇÃO RESIDENTE NO TERRITÓRIO BRASILEIRO (2014 – 2024)
Keywords:
Agrochemical, Suicide, BrazilAbstract
Introduction: Pesticides, although essential to agriculture, have had serious social, environmental, and public health impacts. In Brazil, their intensive use has been studied in acute, subacute, and chronic poisonings. Furthermore, easy access to pesticides favors their use in suicides, especially in rural areas, where socioeconomic and cultural factors, as well as a lack of mental health support, intensify this situation. Objective: This article aimed to analyze the relationship between pesticide use and suicide in Brazil, highlighting risk factors, prevalence, and prevention measures. Method: This is an exploratory and descriptive study, based on databases such as PUBMED, SciELO, Web of Science, Lilacs, and Google Scholar. English descriptors related to "Agrochemicals," "Suicide," and "Brazil" were used, combined using logical operators. Results: The analyzed articles demonstrated a higher risk in rural areas, with a higher prevalence among men between 30 and 49 years old, although women presented more non-lethal poisonings. Occupational exposure and social vulnerability were relevant factors. Organophosphates and carbamates, such as "chumbinho," were the substances most associated with the cases. A link was also demonstrated between prolonged exposure, mental disorders, and a higher prevalence of suicidal ideation. Conclusion: The study concludes that exposure to pesticides is strongly associated with increased suicide rates, especially among rural workers, aggravated by socioeconomic and mental health factors. This reinforces the need for public policies for regulation, education, and psychological support to reduce this impact on public health.
References
FARIA, N. M. X.; FASSA, A. G.; MEUCCI, R. D. Association between pesticide exposure and suicide rates in Brazil. NeuroToxicology, v. 45, p. 355–362, 2014.
KRAWCZYK, N. et al. Suicide Mortality Among Agricultural Workers in a Region With Intensive Tobacco Farming and Use of Pesticides in Brazil. Journal of Occupational & Environmental Medicine, v. 56, n. 9, p. 993–1000, 2014.
GONZAGA, C. W. P.; BALDO, M. P.; CALDEIRA, A. P. Exposição a agrotóxicos ou práticas agroecológicas: ideação suicida entre camponeses do semiárido no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n. 9, p. 4243–4252, 2021.
GONDIM, A. P. S. et al. Tentativas de suicídio por exposição a agentes tóxicos registradas em um Centro de Informação e Assistência Toxicológica em Fortaleza, Ceará, 2013. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 26, n. 01, p. 109–119, 2017.
BOCHNER, R.; FREIRE, M. M. Análise dos óbitos decorrentes de intoxicação ocorridos no Brasil de 2010 a 2015 com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 2, p. 761–772, 2020.
BRAIBANTE, M.; ZAPPE, J. A Química dos Agrotóxicos. Química nova na escola: Química e Sociedade. v. 34, p. 10–15, 2012.
OCTAVIANO, C. Muito além da tecnologia: os impactos da Revolução Verde. ComCiência, n. 120, 2020.
SOUZA, A.; ERNANI, l.; DE ARAÚJO, B. Revolução verde: o cenário de uma monocultura e a busca de um verdejar na agroecologia. Congresso internacional de direito e contemporaneidade, s.n., 2019.
LARA, S. S. et al. A agricultura do agronegócio e sua relaçâo com a intoxicação aguda por agrotóxicos no brasil. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 15, n. 32, p. 1–19, 2019.
NEVES, P. D. M. et al. Intoxicação por agrotóxicos agrícolas no estado de Goiás, Brasil, de 2005-2015: análise dos registros nos sistemas oficiais de informação. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, p. 2743–2754, 2020.