INTEGRAÇÃO DE EVIDÊNCIAS MOLECULARES E CLÍNICAS NA RESISTÊNCIA INSULÍNICA
Keywords:
Resistência à insulina, Diabetes mellitus tipo 2, Síndrome metabólica, HOMA-IRAbstract
A resistência insulínica (RI) é uma disfunção metabólica em que tecidos periféricos apresentam resposta reduzida à insulina, resultando em hiperinsulinemia e desregulação glicêmica, predispondo ao Diabetes Mellitus tipo 2 e à síndrome metabólica. Afeta principalmente fígado, músculo esquelético e tecido adiposo, ocasionando, respectivamente, aumento da gliconeogênese, redução da captação de glicose via GLUT4 e intensificação da lipólise com elevação de ácidos graxos livres. A sobrecarga nutricional crônica promove acúmulo de triglicerídeos intra-hepáticos e intramiocelulares, induzindo estresse oxidativo. Este estudo teve como objetivo discutir os mecanismos fisiopatológicos, métodos diagnósticos e estratégias preditivas da resistência insulínica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em artigos selecionados nas bases PubMed e Science Direct, que permitiram analisar criticamente evidências recentes e propor perspectivas para intervenções precoces. A RI pode ser primária, ligada a defeitos genéticos raros no receptor de insulina ou em vias como IRS/PI3K/AKT, ou secundária, associada a obesidade visceral, endocrinopatias, como síndrome dos ovários policísticos. Entre os mecanismos moleculares, destacam-se ativação da PKC que inibem IRS/PI3K/AKT, comprometendo a sinalização insulínica. A avaliação laboratorial inclui insulinemia de jejum, HOMA-IR, QUICKI e clamp euglicêmico hiperinsulinêmico. Modelos preditivos baseados em machine learning, com variáveis como IMC e glicemia de jejum, alcançam AUC >0,8, permitindo identificar riscos cardiovasculares e mortalidade. Assim, as evidências reforçam a relevância de intervenções precoces, como mudanças no estilo de vida visando mitigar complicações metabólicas e prevenir desfechos graves, como aterosclerose e doença hepática gordurosa.
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