AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DAS MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA A RESPEITO DO TRATAMENTO DA SÍFILIS E DA EFETIVIDADE DO TRATAMENTO
Palavras-chave:
Sífilis adquiridas, Infecção sexualmente transmissível, Educação em saúde, Saúde da mulher.Resumo
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela Treponema pallidum, transmitida principalmente por contato sexual desprotegido e via vertical, podendo resultar em complicações graves, como sífilis congênita. No Brasil, entre 2010 e 2024, foram notificados mais de 1,5 milhão de casos de sífilis adquirida, com Goiás e o município de Anápolis apresentando taxas acima da média nacional. A doença apresenta fases clínicas distintas — primária, secundária, latente e terciária —, sendo o diagnóstico realizado por testes rápidos treponêmicos, confirmados por exames não-treponêmicos, como o VDRL. Objetivou-se avaliar conhecimento das mulheres em idade reprodutiva a respeito do tratamento da sífilis e da efetividade do tratamento. Trata-se de um estudo transversal analítico realizado com 100 mulheres em idade reprodutiva atendidas no sistema público de saúde de Anápolis. A coleta de dados foi realizada mediante questionários estruturados, e a análise estatística incluiu frequências, porcentagens e teste Qui-quadrado (p<0,05). Os resultados evidenciaram lacunas significativas no conhecimento das participantes sobre o tratamento da sífilis. Apenas 32% identificaram corretamente a penicilina benzatina como fármaco de escolha, e 25% sabiam que o tratamento varia conforme a fase da infecção. Observou-se que mulheres com nível médio de conhecimento apresentaram maior compreensão sobre cura, reinfecção e prevenção da transmissão vertical, com associações estatisticamente significativas. Os achados reforçam a necessidade de intensificação de estratégias educativas voltadas à população feminina em idade reprodutiva, com foco na adesão ao tratamento, prevenção da transmissão vertical e conscientização sobre a eficácia terapêutica da penicilina benzatina, contribuindo para a redução da sífilis adquirida, gestacional e congênita.
Referências
ALBUQUERQUE, L.L. et al. Avaliação do conhecimento de universitários de Vitória de Santo Antão sobre a sífilis. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, e122111335162-e122111335162, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico de sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS – DATASUS. TABNET – Sífilis adquirida. Acessado em: 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2022
GOIÁS. Secretaria de Estado da Saúde. Situação epidemiológica da sífilis: adquirida, congênita e em gestantes no estado de Goiás, 2018-2023. v. 1, n. 1, 2024.