RELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ESTRESSE MENTAL DA ROTINA ACADÊMICA DOS ESTUDANTES DE MEDICINA DO PRIMEIRO, QUINTO E OITAVO PERÍODO E TRANSTORNOS ALIMENTARES.
Palavras-chave:
compulsão alimentar, estudantes de medicina, burnout acadêmicoResumo
Introdução: A formação médica impõe elevada carga acadêmica e emocional, favorecendo o surgimento de transtornos alimentares (TA) e burnout. Avaliar a interação entre estresse e comportamento alimentar é fundamental para estratégias de prevenção em saúde mental. Objetivo: Analisar a relação entre o nível de estresse da rotina acadêmica e a presença de TA em estudantes de Medicina do 1º, 5º e 8º períodos. Método: Estudo analítico observacional realizado na Universidade Evangélica de Goiás, com amostra de conveniência composta por 162 alunos (46 do 1º, 52 do 5º e 64 do 8º período). Os participantes responderam a questionário sociodemográfico, à Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP) e ao Maslach Burnout Inventory – Student Survey (MBI-SS). Foram realizadas análises descritivas e comparativas. Resultados: A ECAP indicou presença de TA moderados e graves em todas as turmas, com maior proporção de casos graves no primeiro período e maior número absoluto no oitavo. O MBI-SS revelou aumento progressivo da exaustão emocional e da descrença, enquanto a eficácia profissional manteve-se relativamente constante ao longo do curso. Observou-se correlação entre maior desgaste psíquico e manutenção de TA, com redução discreta dos casos graves. Conclusão: A rotina acadêmica intensa associa-se a TA já nos primeiros períodos e se mantém durante toda a graduação, sustentada pelo aumento da exaustão emocional e da descrença. Programas institucionais de apoio psicológico, manejo do estresse e promoção de hábitos saudáveis são essenciais para mitigar impactos na saúde mental e no comportamento alimentar de estudantes de Medicina.
Referências
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