OTIMIZAÇÃO DA FOTOTERAPIA PARA ICTERÍCIA NEONATAL: IMPACTO DA DOSE DE LUZ E COMPRIMENTO DE ONDA
Palavras-chave:
bilirrubina, fototerapia, icterícia neonatalResumo
A icterícia neonatal, decorrente da hiperbilirrubinemia, é tratada predominantemente por fototerapia, na qual a bilirrubina é fotodegradada em derivados mais hidrossolúveis, facilitando sua excreção. A eficácia do tratamento depende de parâmetros como comprimento de onda, dose de luz e presença de melanina. O presente avaliou a fotodegradação da bilirrubina sob diferentes comprimentos de onda e doses de luz, visando otimizar protocolos clínicos. Soluções padrão de bilirrubina foram preparadas em DMSO e analisadas por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). As condições cromatográficas incluíram coluna C18 (250 × 4,6 mm), detecção a 450 nm, fluxo de 0,5 mL/min e temperatura de 45 °C. Ensaios de fotodegradação foram conduzidos utilizando luz fluorescente e luz azul, registrando-se variações temporais na área do pico cromatográfico. A luz azul promoveu degradação acentuada, atingindo 100% em 48 h, enquanto a luz fluorescente alcançou 74,74% no mesmo intervalo. Diferenças significativas foram observadas já nos primeiros 30 minutos, com reduções de 18,70% (luz azul) e 43,28% (luz fluorescente) em 15 min. O comprimento de onda e a dose de luz influenciam diretamente a taxa de fotodegradação da bilirrubina. Protocolos clínicos baseados em luz azul e ajuste fino da intensidade podem aumentar a eficácia e reduzir o tempo de tratamento da icterícia neonatal. Ensaios com outros comprimentos de onda encontram-se em andamento para validação comparativa.