PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS NOVOS CASOS DE HIV NO PERÍODO PÓS-PANDEMIA

Autores

  • Pedro Henrique Guimarães Marques Nasser Universidade Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA
  • Eri Matheus de Lima Santiago Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Gustavo Henrique Santos Mouro Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • João Vitor Vieira de Jesus Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Enzo Gabriel Oliveira Silva Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Maria Sonia Pereira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA

Palavras-chave:

pandemia, HIV, Perfil epidemiológico

Resumo

Introdução: A pandemia de COVID-19, declarada em março de 2020, impactou significativamente os sistemas de saúde em todo o mundo, interrompendo serviços de prevenção e tratamento de diversas condições, incluindo o HIV. Apesar dos avanços nas políticas públicas, o HIV permanece como um desafio de saúde pública no Brasil, com desigualdades regionais e sociais marcantes.Objetivo: Descrever e comparar as características clínicas e epidemiológicas dos casos de HIV em Anápolis nos período pós-pandemia (2023–2024). Métodos: Trata-se de uma análise observacional, baseada em dados do DATASUS/SINAN. Foram incluídos indivíduos diagnosticados com HIV entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024 (n=64). Resultados: Anápolis registrou 541 casos de HIV, sendo 233 em 2023 e 308 em 2024, mostrando um aumento significativo. A maior parte dos casos ocorreu entre homens e adultos jovens de 22 a 27 anos, indicando que esse grupo é o mais vulnerável. Entre as mulheres, 6 gestantes foram notificadas. Observou-se maior concentração de casos no Centro, seguido por Jundiaí, enquanto Boa Vista, Vila Jaiara e Cidade Universitária formaram um segundo grupo com frequência elevada. Conclusão: Conclui-se que a epidemia de HIV em Anápolis mantém um padrão concentrado em homens jovens e adultos pardos, reforçando desigualdades sociais já conhecidas. Embora haja avanços, como a ausência de transmissão vertical, persistem lacunas significativas na qualidade dos registros epidemiológicos, especialmente em variáveis clínicas.

Referências

¹BARRETO, Priscilla Cordeiro. Análise dos impactos da pandemia de COVID-19 em pessoas com HIV/AIDS: estudo de caso em uma unidade de saúde em Alagoas. Brazilian Journal of Health Review. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/60352. Acessado em: 30 de abril de 2024

²BRASIL, Secretaria de Estado da Saúde. Boletim Epidemiológico, 2024. Disponível em: https://goias.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/34/files/boletins/epidemiologicos/dst-aids/2024/boletim-hiv-aids-2018-2023.pdf

³BRASIL, Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico – HIV e AIDS 2023. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2023/hiv-aids/boletim-epidemiologico-hiv-e-aids-2023.pdf/view. Acessado em: 30 de abril de 2024

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

Nasser, P. H. G. M., Santiago, E. M. de L., Mouro , G. H. S., de Jesus, J. V. V., Silva, E. G. O., & Pereira, M. S. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS NOVOS CASOS DE HIV NO PERÍODO PÓS-PANDEMIA. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/15256

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