ARQUITETURAS ALGORÍTMICAS NO PODER JUDICIÁRIO: A IA COMO DILEMA E AUTOMAÇÃO DO STJ

Autores

  • João Lucas Carvalho Universidade Evangélica de Goiás- UniEVANGÉLICA
  • João Victor Moura Caetano Universidade Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA
  • Gheysa Mariela Espindola Universidade Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Poder Judiciário, Automação Decisória, Arquitetura Algorítmica

Resumo

Esta pesquisa analisa criticamente a incorporação da inteligência artificial ao sistema judicial brasileiro, com foco nas arquiteturas algorítmicas desenvolvidas pelos tribunais superiores, especialmente o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A partir da análise técnica das ferramentas, STJ Logos, Athos e Sócrates, investiga-se como essas tecnologias vêm sendo alimentadas, operacionalizadas e integradas às rotinas judiciais. O estudo também examina casos concretos de erros judiciais e advocatícios decorrentes do uso indiscriminado da IA, como petições com precedentes falsos, decisões baseadas em dados incorretos e sustentações orais robotizadas. A pesquisa revela que a implementação precoce e pouco regulada dessas ferramentas compromete a segurança jurídica e a legitimidade da função jurisdicional, exigindo diretrizes éticas, técnicas e institucionais que preservem a subjetividade judicial e os princípios constitucionais. O objetivo central é compreender os limites da automação decisória e propor caminhos para uma integração responsável da IA no Judiciário.

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

Carvalho, J. L., Caetano, J. V. M., & Espindola, G. M. (2026). ARQUITETURAS ALGORÍTMICAS NO PODER JUDICIÁRIO: A IA COMO DILEMA E AUTOMAÇÃO DO STJ . CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/15059

Edição

Seção

RESUMO EXPANDIDO "CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E HUMANAS" - acadêmico/público geral - 2025