EPIDEMIOLOGIA DA DPOC E DA SÍNDROME DE SOBREPOSIÇÃO: RELEVÂNCIA PARA A INTERVENÇÃO COM REABILITAÇÃO PULMONAR
Resumo
Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade progressiva de alta prevalência, estimada em cerca de 10% da população adulta, sendo a terceira principal causa de morte no planeta. Sua associação com a apneia obstrutiva do sono (AOS) configura a síndrome de sobreposição, condição subdiagnosticada que pode acometer até dois terços dos pacientes com DPOC. Essa coexistência agrava a hipoxemia, aumenta exacerbações, eleva o risco cardiovascular e intensifica a morbimortalidade, gerando sobrecarga aos sistemas de saúde. Objetivo: Avaliar o impacto da reabilitação pulmonar sobre a qualidade do sono e da vida de pacientes com DPOC, com enfoque na relevância epidemiológica dessa população. Método: Estudo de coorte prospectivo realizado no Laboratório de Pneumologia da UniEVANGÉLICA, incluindo aproximadamente 80 pacientes com diagnóstico de DPOC. Serão aplicados instrumentos validados, como o questionário STOP-BANG, além de exames como espirometria, bioimpedância e polissonografia domiciliar. A amostragem será por conveniência, excluindo pacientes previamente submetidos à reabilitação pulmonar. Resultados: Espera-se que a reabilitação pulmonar proporcione melhora nos parâmetros respiratórios, na oxigenação noturna e na arquitetura do sono, além de ganhos subjetivos em qualidade de vida. Do ponto de vista epidemiológico, a intervenção pode contribuir para a redução de exacerbações, hospitalizações e eventos cardiovasculares, impactando positivamente a carga da doença em saúde pública. Conclusão: Diante da elevada prevalência da DPOC e da síndrome de sobreposição, a reabilitação pulmonar mostra-se estratégia promissora para mitigar complicações clínicas, reduzir custos e melhorar desfechos funcionais e subjetivos, reforçando a necessidade de abordagens multidisciplinares no manejo da doença.