AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE ANSIEDADE E PERFIL FARMACOLÓGICO EM ACADÊMICOS DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE EVANGÉLICA DE GOIÁS
Palavras-chave:
Saúde Mental, Ambiente Acadêmico, PsicofármacosResumo
Introdução: A prevalência de transtornos mentais, como ansiedade e depressão, tem sido elevada nos universitários, grupo exposto a altos níveis de estresse e sobrecarga acadêmica. Objetivo: Avaliar a prevalência dos transtornos de ansiedade e depressão, e o perfil farmacológico para tais transtornos em acadêmicos do curso de Psicologia em 2025. Método: Estudo transversal, descritivo e correlacional com 49 estudantes, aplicando a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) e questionário sociodemográfico. Resultados: Constatou-se elevada prevalência de provável sintomas ansiosos em 67,34% (33/49) dos participantes, conforme classificação da HADS e associação significativa com período cursado, condição de moradia e uso de terapias não farmacológicas. Ademais, em relação aos sintomas depressivos, evidenciou-se uma distribuição equilibrada entre as classificações improvável (35%), possível (39%) e provável (26%). Sobre as terapias, destacou-se a psicoterapia e a terapia farmacológica, com destaque para o uso da sertralina. Conclusão: Observou-se maior vulnerabilidade para sintomas ansiosos em estudantes de períodos avançados, que moram sozinhos ou com os pais, esses pacientes não fazem tratamento, além de haver uma correlação entre os sintomas depressivos naqueles com carga laboral maior que 8 horas diárias e com desempenho acadêmico regular ou ruim. Portanto, faz-se necessário reforçar a necessidade de estratégias de prevenção e promoção em saúde mental nos acadêmicos.