AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE ANSIEDADE E PERFIL FARMACOLÓGICO EM ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE EVANGÉLICA DE GOIÁS
Palavras-chave:
Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), Saúde mental, PsicofármacosResumo
Introdução: A prevalência de sintomas ansiosos tem aumentado globalmente, especialmente entre universitários, grupo exposto a altos níveis de estresse e sobrecarga acadêmica. Objetivo: Avaliar a prevalência do transtorno de ansiedade e os métodos de tratamento dos acadêmicos do curso de Enfermagem, 2025/1. Método: Coleta de dados realizada com aplicação da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) e de um questionário sociodemográfico. Resultados: Foi observado que 62,85% (22/35) dos acadêmicos foram classificados com “provável” sintomas ansiosos, 20% (7/35) como “possível” e 17,15% (6/35) como “improvável”. Já na depressão, 8,58% (3/35) dos acadêmicos foram classificados como “provável”, 54,28% (19/35) como “possível” e 37,14% (13/35) como “improvável”. Apesar dos sintomas de ansiedade e depressão, 68,6% (24/35) dos participantes não utilizam nenhum recurso para tratamento desses sintomas e 74,3% (26/35) dos participantes não utilizam nenhum medicamento. Entre os que utilizavam psicofármacos (25,71% - 9/35), a Sertralina foi o medicamento mais utilizado, correspondendo a 33,33% (3/9). Em relação ao desempenho acadêmico, a maioria não teve o desempenho prejudicado, sendo 45,7% (16/35) apresentando bons resultados e 20% (7/35) ótimos resultados. Conclusão: Os achados evidenciam alta proporção de ansiedade provável (62,9%) entre os acadêmicos de Enfermagem e menor frequência de depressão provável (8,6%), coexistindo com baixa utilização de recursos terapêuticos (68,6% sem tratamento e 74,3% sem medicação). Esse descompasso aponta para necessidade de estratégias institucionais de detecção precoce, educação em saúde mental e ampliação do acesso a cuidado psicossocial e farmacológico quando indicado, visando reduzir sofrimento e prevenir repercussões acadêmicas e funcionais.