ESQUIZOFRENIA: PANORAMA CLÍNICO, DIAGNÓSTICO E DESAFIOS TERAPÊUTICOS
Palavras-chave:
esquizofrenia, epidemiologia, saúde mentalResumo
A esquizofrenia é um transtorno mental grave, caracterizado por alterações no pensamento, percepção, cognição, afeto e comportamento. Estima-se que afete cerca de 1% da população mundial e aproximadamente 1,6 milhão de brasileiros, com impacto não apenas individual, mas também familiar, social e econômico.
Objetivo: Revisar a literatura científica acerca da esquizofrenia, abordando epidemiologia, manifestações clínicas, critérios diagnósticos e opções terapêuticas.
Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de uma busca nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde, contemplando publicações dos últimos cinco anos, utilizando os descritores “esquizofrenia”, “epidemiologia”, “diagnóstico” e “tratamento”. Foram selecionadas publicações que abordassem aspectos clínicos e terapêuticos relevantes.
Resultados: A revisão evidenciou prevalência global em torno de 0,7 a 1%, com início típico no fim da adolescência ou início da vida adulta. O diagnóstico permanece clínico, baseado em critérios padronizados, e os sintomas distribuem-se em domínios positivos, negativos e cognitivos. O tratamento fundamenta-se no uso de antipsicóticos, com a clozapina destacando-se em casos refratários, associados a intervenções psicossociais e acompanhamento multiprofissional.
Conclusão: A literatura médica, embora vasta, ainda é pouco difundida no cotidiano clínico. Destaca-se a necessidade de ampliar o acesso ao tratamento, fortalecer políticas públicas de saúde mental e enfrentar o estigma, garantindo melhor qualidade de vida às pessoas acometidas.
Referências
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