AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO E SONOLÊNCIA DIURNA EM SOCORRISTAS DO SAMU NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS - GOIÁS
Palavras-chave:
Privação do Sono, Serviços Médicos de Emergência, Sono, Qualidade do SonoResumo
Introdução: O sono é essencial para a saúde e o desempenho humano, mas os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), devido ao estresse e ao trabalho noturno, apresentam maior risco de alterações no ciclo circadiano e má qualidade do sono, justificando o presente estudo. Objetivo: Avaliar a qualidade do sono e a sonolência diurna em socorristas do SAMU de Anápolis – Goiás. Método: Estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 58 socorristas. A qualidade do sono foi avaliada pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) e a sonolência diurna pela Escala de Sonolência de Epworth (ESS). Resultados: Dos 58 participantes, predominou o sexo masculino (55,2%), entre 40-49 anos (56,9%) e casados (72,4%). A maioria era motorista (37,9%), com jornada de 24-36h no SAMU (70,7%) e 36-72h em outros empregos (53,4%). A qualidade do sono foi autorreferida pela maior parte como boa (58,6%), mas o PSQI apontou má qualidade (56,9%), sobretudo por despertar noturno (93,1%). A maioria revelou duração do sono ≥7h (37,9%), com latência de 16-30 min (46,6%), além de não utilização de medicamentos indutores do sono (79,3%). Quanto à sonolência diurna, prevaleceu padrão normal (58,6%), com uma parcela apresentando sonolência excessiva (41,4%). Conclusão: Socorristas do SAMU apresentam elevada prevalência de má qualidade do sono e sonolência diurna excessiva, fatores que comprometem a saúde e podem impactar negativamente o desempenho profissional, reforçando a necessidade de estratégias voltadas à promoção do sono e da qualidade de vida desses trabalhadores.
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