EFEITOS DO AGULHAMENTO SECO NA ATIVIDADE NEUROMUSCULAR EM INDIVÍDUOS COM DOR LOMBAR CRÔNICA
Resumo
Introdução: A dor lombar é uma das condições de saúde mais prevalentes, acarretando impactos significativos a nível pessoal, profissional, social e econômico. No Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a dor crônica de coluna (DCC) foi apontada por 21,6% dos adultos, sendo 24,5% em mulheres. Objetivo: Avaliar a atividade muscular pela eletromiografia de superfície, em indivíduos com dor lombar crônica após Agulhamento Seco. Metodologia: Ensaio clínico realizado na Universidade Evangélica de Goiás com 21 voluntários (18-40 anos), randomizados em dois grupos: Grupo 1 (Agulhamento Seco) e Grupo 2 (Sham). Utilizou-se a eletromiografia de superfície para avaliar a atividade elétrica dos músculos multífidus e iliocostais. A intervenção consistiu na aplicação da técnica por 15 minutos (G1) e Sham (G2). Análises estatísticas incluíram testes de Mann-Whitney, ANOVA de medidas repetidas e cálculo do tamanho do efeito (p<0,05). Resultados. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos ou entre os tempos de avaliação (p > 0,05). Na comparação entre os grupos durante a execução de tarefas em condição simples, a ativação neuromuscular dos músculos iliocostais e multífidus não apresentou diferenças significativas ([F: 0,204; p = 0,652] e [F: 1,681; p = 0,199], respectivamente), com tamanho de efeito baixo (d < 0,2 para ambos os músculos). Conclusão: O agulhamento seco não foi superior ao sham, indicando a necessidade de estudos com amostras maiores e intervenções mais direcionadas.
Palavras-chave: Dor Lombar; Eletromiografia; Agulhamento Seco; Fisioterapia.
Referências
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