ASSOCIAÇÃO ENTRE COMORBIDADES E QUEDAS EM IDOSOS – ESTUDO LONGITUDINAL
Palavras-chave:
Idoso, comorbidade, acidentes por quedaResumo
Introdução: O envelhecimento populacional tem crescido de forma acelerada no Brasil, tornando-se um desafio de saúde pública. Associado a esse processo, observa-se aumento da prevalência de doenças crônicas, degenerativas e incapacitantes, que elevam o risco de quedas em idosos. Condições como hipertensão, osteoporose, alterações visuais e transtornos psicoemocionais, contribuem para maior vulnerabilidade e redução da qualidade de vida. Objetivo: Avaliar longitudinalmente a relação entre comorbidades e quedas em idosos participantes da Universidade Aberta para a Pessoa Idosa (UNIAPI), em Anápolis-GO. Método: Estudo longitudinal, com amostra de conveniência, composto por 200 idosos com idade ≥60 anos, regularmente matriculados na UNIAPI. Foram realizadas entrevistas mensais, durante nove meses, para coleta de dados sociodemográficos, hábitos de vida, presença de comorbidades e ocorrência de quedas. A análise estatística utilizou Qui-quadrado, teste t de Student ou Mann-Whitney, considerando p<0,05. Resultados: As comorbidades mais prevalentes foram alterações visuais (28,7%), cardiovasculares (19,1%), endócrinas (15,3%) e osteoarticulares (14,6%). O Índice de Charlson indicou baixo risco de mortalidade para 99,98% dos idosos. Quedas ocorreram em 20% dos participantes, sendo mais frequentes em idosos >80 anos (27,3%).. Conclusão: O estudo evidenciou que, embora o número de comorbidades não tenha se associado diretamente às quedas, a idade avançada representou fator determinante para maior vulnerabilidade. Ressalta-se a importância de estratégias multiprofissionais e preventivas no acompanhamento de idosos, fortalecendo programas como a UNIAPI para promoção do envelhecimento saudável.
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