ASSOCIAÇÃO DA PERCEPÇÃO SUBJETIVA DO ESTRESSE OCUPACIONAL COM A QUALIDADE DE VIDA DE TRABALHADORES DO SETOR INDUSTRIAL
Palavras-chave:
Estresse ocupacional, Qualidade de vida, Saúde do trabalhador, IndústriaResumo
Introdução: O setor industrial, apesar de seu papel essencial na produção e desenvolvimento, expõe os trabalhadores a demandas físicas e cognitivas que podem gerar estresse ocupacional. Esse fator tem sido associado a prejuízos à saúde física, mental e emocional, repercutindo na qualidade de vida desses trabalhadores industriais. Objetivo: Avaliar a percepção subjetiva do estresse ocupacional e sua associação com a qualidade de vida de trabalhadores da indústria. Método: Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado no polo industrial de Anápolis-GO. A amostra foi composta por 141 trabalhadores, com idades entre 18 e 59 anos e vínculo empregatício mínimo de seis meses. Serão aplicados os questionários Job Stress Scale (JSS) e Short Form-36 (SF-36), ambos validados para a população brasileira. Resultados: Entre os 141 trabalhadores, 74 (52,48%) estavam sem sinais de estresse relevante (SSER) e 67 (47,5%) apresentaram sinais com estresse relevante (SCER), associado a maior idade (p=0,034) e pior qualidade de vida, sobretudo em aspectos sociais (p<0,001), saúde geral (p<0,001), vitalidade (p<0,001), e saúde mental (p<0,001), diferente da associação que foi positiva entre a capacidade funcional (p=0,019), dor (p=0,001) e limitação por aspectos físicos (p=0,001). Conclusão: O estresse ocupacional exerce impacto negativo em diferentes domínios da qualidade de vida, reforçando a necessidade de estratégias de promoção da saúde e prevenção do estresse no ambiente industrial.
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