RELAÇÃO DE POLIFARMÁCIA E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS
Palavras-chave:
Polimedicação, Idoso, Acidentes por quedasResumo
INTRODUÇÃO: O aumento da população idosa no Brasil resulta em uma maior prevalência de doenças crônicas e, consequentemente, na possibilidade do uso de quatro ou mais medicamentos (polifarmácia), que apresenta forte relação com a ocorrência de quedas, aumentando em duas vezes esse risco. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre o uso de polifarmácia e o risco de quedas em pessoas idosas. MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional analítico de caráter transversal. Avaliou-se 84 idosos de 60 anos ou mais, matriculados na Universidade Aberta a Pessoa Idosa (UniAPI). Utilizou-se o teste Timed Up and Go (TUG) e a Escala de Downton para analisar a associação do número e classe de medicamentos e o risco de quedas. A análise estatística utilizou o Teste Qui-Quadrado, com um nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: A amostra foi predominantemente feminina (88,1%) em que a maioria apresentou de 60 a 74 anos (69%). Houve uma relação significativa entre a quantidade de medicamentos (3 a 4) e o risco de quedas em ambos os testes. As classes de medicamentos mais associadas ao risco de queda foram os hipotensores e os antidepressivos. CONCLUSÃO: Os resultados desta pesquisa evidenciaram associação entre o uso de três a quatro medicamentos e o aumento do risco de quedas em idosos, com destaque para os hipotensores e antidepressivos como classes farmacológicas mais relacionadas.
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