COMPREENDER OS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA DENGUE DOS ÚLTIMOS 5 ANOS EM ANÁPOLIS
Palavras-chave:
Dengue, arbovirus, EpidemiologiaResumo
Introdução: A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti e um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. A região Centro-Oeste apresenta alta incidência, com destaque para Anápolis-GO, que concentrou percentual expressivo dos casos estaduais. Compreender seu perfil epidemiológico é essencial para prevenção e políticas públicas eficazes. Metodologia: Estudo observacional ecológico, com dados de dengue notificados em Anápolis entre 2019 e 2024, obtidos do SINAN. Incluíram-se todos os casos, exceto registros duplicados ou incompletos. Realizou-se também revisão integrativa em bases nacionais e internacionais (2020–2025), para discutir os resultados. Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente. Resultados: Entre 2020 e 2024, Goiás confirmou 216.385 casos, dos quais 94.415 (43,6%) em Anápolis. O pico ocorreu em 2024 (45.422 casos) e o menor registro em 2021 (4.075). Adultos de 20 a 44 anos foram os mais acometidos (45,2%), com predominância feminina (54,8%). Febre, cefaleia e mialgia foram os sintomas mais comuns, enquanto vômitos e dor retro-orbital apareceram em menor frequência, associados a formas graves. Bairros como Jaiara e Jardim Alexandrina concentraram maior número de casos. Esses dados corroboram com a investigação da literatura realizada. Conclusão: Anápolis concentrou mais de 40% dos casos de dengue do estado, afetando principalmente a população economicamente ativa. Os resultados reforçam a necessidade de vigilância contínua, notificações padronizadas e intervenções direcionadas às áreas e grupos mais vulneráveis.
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