BARREIRAS E FACILITADORES DA APLICAÇÃO DA TÉCNICA DO AMBU EM PACIENTES COM ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL
Palavras-chave:
Atrofia Muscular Espinhal (AME), Doenças Neuromusculares (DNM), Técnica de Recrutamento Pulmonar Volumétrico (TRVP)Resumo
INTRODUÇÃO: A Atrofia Muscular Espinhal (AME) está no grupo de doenças neuromusculares (DNM) e seu diagnóstico vem acompanhado de severos sintomas que afetam significativamente a vida dessas pessoas. Dentre eles, observa-se a fraqueza muscular, disfagia, acúmulo de secreções pulmonares e insuficiência respiratória, ocasionados pela atrofia muscular progressiva. Sendo assim, técnicas promissoras com o uso do ressuscitador manual vêm sendo estudadas para melhorar a qualidade de vida desses pacientes, dentre elas a técnica de recrutamento pulmonar volumétrico (TRPV). OBJETIVO: Descrever as experiências de cuidadores e familiares sobre o uso rotineiro do ressuscitador manual em pacientes com AME. MÉTODOS: Abordagem quantitativa e qualitativa buscando uma compreensão aprofundada das percepções dos cuidadores de pacientes com AME nas cidades de Goiânia e Brasília. Utilizado método do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) a fim de identificar benefícios, barreiras, experiências e relações quanto a aplicação da TRVP nos diferentes cenários descritos. RESULTADOS: O método DSC possibilitou a identificação de inúmeras percepções coletivas, além das particularidades de cada abordagem. A análise comparativa entre Brasília e Goiânia demonstrou que fatores contextuais influenciam diretamente na experiência dos cuidadores, o que ressalta a importância de estratégias locais para aprimorar o cuidado. CONCLUSÃO: São necessários programas de padronização e suporte da TRVP para os cuidadores, promovendo um cuidado mais eficaz e seguro, adaptado às realidades específicas de cada caso, com um treinamento contínuo da realização da técnica, permitindo a troca de informações com os profissionais da saúde capacitados e possíveis ajustes por parte destes.