TENDÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICAS DO ZIKA VÍRUS EM ANÁPOLIS: UMA ANÁLISE DOS ÚLTIMOS CINCO ANOS
Palavras-chave:
zika, virus, arbovirus, epidemiologiaResumo
Introdução: O Zika vírus, transmitido principalmente pelo Aedes aegypti, ganhou destaque no Brasil após o surto de 2015, quando foi associado a casos de microcefalia e outras complicações neurológicas. Embora geralmente cause sintomas leves, pode evoluir para quadros graves, como síndrome de Guillain-Barré. Em Anápolis (GO), entre 2016 e 2024, foram registrados 524 casos, evidenciando a importância da vigilância epidemiológica. Objetivo: Analisar os aspectos epidemiológicos do Zika vírus em Anápolis-GO nos últimos cinco anos, identificando perfil sociodemográfico, distribuição temporal e manifestações clínicas. Método: Trata-se de um estudo observacional, de caráter ecológico, realizado com dados secundários do SINAN e da Secretaria Municipal de Saúde, referentes ao período de 2020 a 2024. Foram avaliadas variáveis como sexo, faixa etária e distribuição espacial. A análise estatística descritiva foi conduzida com Excel 2020 e SPSS 20. Resultados: Entre 2020 e 2024, Anápolis registrou 5 casos confirmados e 16 descartados de Zika. A maior incidência ocorreu em 2020 (4 casos) e apenas 1 em 2023. Os casos confirmados foram dispersos pelos bairros, sem concentração regional. Houve predominância em mulheres na faixa etária de 20 a 59 anos. A maioria dos casos (17) foi confirmada por exames laboratoriais, e 4 por critérios clínico-epidemiológicos. Conclusão: Nos últimos 5 anos, Anápolis registrou baixa incidência de Zika, predominando casos laboratoriais em mulheres de 20 a 59 anos. Apesar de muitas notificações em Goiás, poucas foram confirmadas, reforçando a necessidade de vigilância, diagnóstico diferencial e estratégias vacinais.
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