COMPREENDER OS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA FEBRE CHIKUNGUNYA DOS ÚLTIMOS 5 ANOS EM ANÁPOLIS

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Palavras-chave:

febre de chikungunya, Epidemiologia, sintomas

Resumo

Introdução: A febre Chikungunya, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV) e transmitida pelo Aedes aegypti, representa um importante problema de saúde pública no Brasil. Após os primeiros casos autóctones em 2014, a doença vem se expandindo em diversas regiões, incluindo Goiás. Em Anápolis, compreender a evolução epidemiológica da infecção é fundamental para subsidiar estratégias de prevenção. Objetivo: Analisar os aspectos epidemiológicos da febre Chikungunya em Anápolis-GO nos últimos cinco anos, identificando perfil sociodemográfico, distribuição temporal e manifestações clínicas. Método: Trata-se de um estudo observacional, de caráter ecológico, realizado com dados secundários do SINAN e da Secretaria Municipal de Saúde, referentes ao período de 2020 a 2024. Foram avaliadas variáveis como sexo, faixa etária, sintomas relatados e distribuição espacial. Resultados: No período, foram confirmados 170 casos. A ocorrência foi baixa em 2020 e 2021 (2 casos em cada ano), mas cresceu significativamente a partir de 2022, atingindo pico em 2023 (46,4% das notificações). Houve predominância feminina (59,4%), e a faixa etária mais afetada foi a de 20 a 44 anos (44,7%). Os sintomas mais frequentes foram febre e mialgia (84,7%), cefaleia (70,6%) e artralgia (64,7%). Conclusão: A análise revelou aumento expressivo da Chikungunya em Anápolis, sobretudo após a pandemia de COVID-19. O perfil identificado aponta para maior impacto em mulheres e adultos economicamente ativos. Os resultados destacam a importância do fortalecimento da vigilância epidemiológica e das medidas de controle vetorial para reduzir a incidência e os impactos da doença.

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Publicado

2026-01-27

Como Citar

Pinto, A. E. da C., Debastiani, G. A., Silva, L. L. da, Cardoso, N. da M., & Libera, L. D. (2026). COMPREENDER OS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA FEBRE CHIKUNGUNYA DOS ÚLTIMOS 5 ANOS EM ANÁPOLIS. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/13872

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