A UTILIZAÇÃO DA LINGUAGEM SIMPLES NO ÂMBITO DO PODER JUDICIÁRIO: CAMINHOS PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA JUSTIÇA
Palavras-chave:
Linguagem simples, Poder Judiciário, Acesso à Justiça, CNJResumo
A linguagem utilizada pelo Poder Judiciário possui impacto direto na efetividade da comunicação entre o Estado e o cidadão. A utilização desmedida de termos jurídicos, tradicionalmente considerados complexos, há muito se revela como um dos principais obstáculos à compreensão de decisões judiciais e à participação ativa da população nos processos judiciais. Atento à essa demanda, o Poder Judiciário brasileiro tem vivenciado, nos últimos anos, iniciativas de simplificação da linguagem utilizada em seu âmbito, sobretudo em decisões judiciais. Nesse contexto, a presente pesquisa se propõe a mapear iniciativas institucionais voltadas à simplificação da linguagem jurídica, avaliando seus efeitos práticos. O presente estudo, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e documental, visa analisar o movimento de linguagem simples no âmbito do Direito, apresentando o Pacto Nacional da Linguagem Simples no Brasil e a Recomendação CNJ nº 144/2023, bem com algumas iniciativas de boas práticas comunicativas existentes no Judiciário, tudo alinhado aos princípios constitucionais do devido processo legal, da publicidade e da eficiência.
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
BRASIL. Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação).
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Resolução nº 347/2020 – Política de Gestão da Comunicação no âmbito do Poder Judiciário.
BRASIL. CNJ. Manual de Linguagem Simples para o Poder Judiciário. Brasília: CNJ, 2021.
MATOS, Marcos Paulo Santa Rosa. Simplificação da linguagem jurídica e a falácia do espantalho. Consultor Jurídico, 2024. https://www.conjur.com.br/2024-mar-20/simplificacao-da-linguagem-juridica-e-a-falacia-do-espantalho/. Acesso em: 09/09/2025