ASSOCIAÇÃO DA OBESIDADE ABDOMINAL COM A SAÚDE CARDIOVASCULAR E QUALIDADE DE VIDA DE TRABALHADORES DO SETOR INDUSTRIAL
Palavras-chave:
visceral obesity, occupational groups, quality of lifeResumo
Introdução: A obesidade abdominal aumenta o risco cardiovascular e está relacionada a pré-diabetes, dislipidemia e hipertensão. A circunferência da cintura é considerada preditor de risco mais sensível que o IMC isolado. Objetivos: comparar a saúde cardiovascular, qualidade do sono e qualidade de vida entre trabalhadores do setor industrial com e sem obesidade abdominal e associar a obesidade abdominal com a saúde cardiovascular, qualidade do sono e qualidade de vida de trabalhadores do setor industrial. Métodos: Estudo observacional transversal analítico com 142 trabalhadores (18–59 anos) do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA. Foram avaliados: circunferência da cintura, IMC, saúde cardiovascular pela diretriz Life’s Essential 8 e a qualidade de vida (SF-36). As análises foram realizadas no SPSS (teste t-Student, teste de Qui-quadrado e regressão linear múltipla). Resultados: Trabalhadores com obesidade abdominal apresentaram maiores valores de IMC (p<0,001), pressão arterial (p<0,001), glicemia de jejum (p=0,022) e colesterol não-HDL (p=0,009) quando comparados ao grupo sem obesidade abdominal. Não houve diferença significativa no escore global de saúde cardiovascular (p=0,134) ou nos comportamentos de saúde. A regressão linear múltipla mostrou associação entre maior circunferência da cintura e menor escore de saúde cardiovascular (p=0,001), além de maiores pontuações em dor (p= 0,046), estado geral de saúde, (p=0,054) vitalidade (p=0,046) e aspectos emocionais da qualidade de vida(p=0,022). Conclusões: Trabalhadores com obesidade abdominal tiveram pior perfil cardiovascular, apesar da relação direta da circunferência de cintura e dos domínios dor, aspectos emocionais e vitalidade.
Referências
AMERICAN HEART ASSOCIATION. Life’s essential 8: 2022 update of cardiovascular health metrics. Circulation, [S.l.], v. 146, n. 5, p. e18-e43, 2022. DOI: 10.1161/CIR.0000000000001078.
CHEN, K. et al. Prevalence of obesity and associated complications in China: a cross-sectional, real-world study in 15.8 million adults. Diabetes, Obesity and Metabolism, [S.l.], v. 25, n. 11, p. 3390-3399, 2023. DOI: 10.1111/dom.15238.
GOHARI, A.; WIEBE, D.; AYAS, N. Shift working and cardiovascular health. Chronobiology International, [S.l.], v. 40, n. 1, p. 27-32, jan. 2023. DOI: 10.1080/07420528.2021.1933000. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34100313/. Acesso em: 26 ago. 2025.
LLOYD-JONES, D. M. et al. Life’s essential 8: updating and enhancing the American Heart Association’s construct of cardiovascular health: a presidential advisory from the American Heart Association. Circulation, [S.l.], v. 146, n. 5, p. e18-e43, 2022. DOI: 10.1161/CIR.0000000000001078.
MOHAMMADIAN KHONSARI, N. et al. Normal weight obesity and cardiometabolic risk factors: a systematic review and meta-analysis. Frontiers in Endocrinology, [S.l.], v. 13, p. 857930, 2022. DOI: 10.3389/fendo.2022.857930.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 1998.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Physical status: the use and interpretation of anthropometry: report of a WHO Expert Committee. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 1995. (WHO Report Series, n. 854).