VIOLÊNCIA INVISÍVEL NO SERVIÇO PÚBLICO DE GOIÁS: A OUVIDORIA DA MULHER SERVIDORA COMO FERRAMENTA DE COMBATE À VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL E SIMBÓLICA

Autores

  • Amanda Fernandes Rocha Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • João Lucas Carvalho Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Fabrícia Borges de Freitas Araujo Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Suzi Borges Inácio Quirino Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Nhiara Pereira Taveira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Júlia Maria Rodrigues de Oliveira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Barbara Martins Vieira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA

Palavras-chave:

Equidade em saúde, Serviço Público;, violência institucional, violência simbólica

Resumo

Este estudo analisa as manifestações de violência simbólica e institucional, compreendidas como formas menos visíveis de agressão que, embora sutis, produzem efeitos sociais profundos e duradouros. A violência institucional é caracterizada como práticas de agressão perpetradas por instituições que deveriam proteger o indivíduo, enquanto a violência simbólica opera de forma naturalizada, impondo hierarquias sociais por meio de discursos, normas e valores. O objetivo foi examinar criticamente essas manifestações no contexto dos serviços públicos, com ênfase em sua legitimação social e impacto nos grupos vulneráveis. A metodologia consistiu em revisão narrativa de literatura, abrangendo produções clássicas e contemporâneas disponíveis em bases como SciELO e Google Scholar, priorizando artigos publicados entre 2010 e 2024. Os resultados evidenciam que a violência simbólica sustenta e legitima a violência institucional, que se expressa em atendimentos precários, práticas discriminatórias e burocratização excessiva, afetando especialmente mulheres negras e a população LGBTQIA+. Observa-se que tais violências estão vinculadas a relações de poder desiguais, frequentemente naturalizadas e silenciosas. Nesse cenário, destaca-se a criação da Ouvidoria da Mulher Servidora no Estado de Goiás, vinculada à Controladoria-Geral do Estado, como instrumento de acolhimento, denúncia e enfrentamento dessas práticas. Conclui-se que a superação da violência simbólica e institucional exige a desnaturalização dos discursos dominantes, o fortalecimento de políticas públicas inclusivas e a capacitação de profissionais, sendo a Ouvidoria um avanço relevante na promoção da equidade e da justiça social.

 

Referências

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Publicado

2026-02-19

Como Citar

Rocha, A. F., Carvalho, J. L., Araujo, F. B. de F., Quirino , S. B. I., Taveira, N. P., de Oliveira, J. M. R., & Vieira , B. M. (2026). VIOLÊNCIA INVISÍVEL NO SERVIÇO PÚBLICO DE GOIÁS: A OUVIDORIA DA MULHER SERVIDORA COMO FERRAMENTA DE COMBATE À VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL E SIMBÓLICA. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/13779

Edição

Seção

RESUMO EXPANDIDO "CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E HUMANAS" - acadêmico/público geral - 2025