PREVALÊNCIA DE SINTOMAS ANSIOSOS/ DEPRESSIVOS E USO DE PSICOFÁRMACOS ENTRE DOCENTES: INQUÉRITO HADS, 2025/1
Palavras-chave:
Docentes, Psicotrópicos, Transtornos mentaisResumo
INTRODUÇÃO: A ansiedade e a depressão estão entre os transtornos mentais mais prevalentes no mundo e impactam significativamente os docentes, considerados vulneráveis devido à sobrecarga de trabalho e múltiplos vínculos empregatícios. OBJETIVO: Analisar a prevalência de ansiedade e depressão e o uso de psicofármacos entre professores da Universidade Evangélica de Goiás no primeiro semestre de 2025. MÉTODO: Estudo transversal, descritivo e correlacional, realizado entre maio e junho de 2025, com docentes dos cursos de Medicina, Enfermagem, Odontologia e Gastronomia. Os dados foram coletados por questionário online, incluindo variáveis sociodemográficas e a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS). RESULTADOS: Participaram 37 docentes, maioria mulheres (70,3%). Entre eles, 48,6% relataram diagnóstico psiquiátrico, principalmente transtornos de ansiedade (35,1%) e depressão (13,5%). Do total, 43,2% estavam em tratamento, sendo 24,3% exclusivamente com psicofármacos e 13,5% em combinação com psicoterapia. Na subescala HADS-A, entre os 14 usuários de psicofármacos, 55,6% dos que utilizavam exclusivamente medicação foram classificados como “provável”, 22,2% como “possível” e 22,2% como “improvável”. No grupo combinado, 40,0% foram “provável”, 40,0% “improvável” e 20,0% “possível”. Na HADS-D, entre os usuários exclusivos, 66,7% foram “possível” e 33,3% “improvável”, enquanto no grupo combinado houve 40,0% em “possível”, 40,0% em “improvável” e 20,0% em “provável”. Os casos prováveis de ansiedade e depressão concentraram-se em mulheres com mais de 10 anos de docência. A análise de associação não identificou correlações estatisticamente significativas entre variáveis sociodemográficas, profissionais ou de saúde e os escores das subescalas. CONCLUSÃO: Os achados evidenciam elevada frequência de sintomas ansiosos e depressivos, inclusive em docentes em tratamento, reforçando a necessidade de estratégias institucionais de prevenção e acompanhamento da saúde mental.
Referências
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