ESTUDO DA DEGRADAÇÃO OXIDATIVA DE ANTIBIÓTICO: INTERFACES ENTRE REMEDIAÇÃO AMBIENTAL E SAÚDE PÚBLICA
Palavras-chave:
amoxicilina, oxidação avançada, cinética de degradação, remediação ambientalResumo
Antibióticos estão entre os contaminantes emergentes mais frequentemente detectados em efluentes hospitalares, domésticos e industriais. Sua presença no ambiente é motivo de crescente preocupação, não apenas pelos potenciais efeitos ecotoxicológicos, mas também por favorecer a disseminação da resistência antimicrobiana — considerada pela Organização Mundial da Saúde um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Neste estudo, investigou-se a degradação oxidativa da AMX em meio alcalino (pH 11), utilizando peróxido de hidrogênio em baixa concentração (0,012% H₂O₂) como agente oxidante, tanto na ausência de luz quanto sob radiação UV-C (254 nm). Os resultados demonstraram que a degradação foi mais eficiente no escuro, alcançando concentrações residuais próximas de zero em 8 a 10 horas. Sob irradiação UV-C, a degradação também ocorreu, embora de forma ligeiramente mais lenta, possivelmente devido à competição por radicais hidroxila ou à formação de fotoprodutos estáveis. Esses achados evidenciam a influência do ambiente reacional e da rota oxidativa sobre a eficiência do processo, reforçando a importância da otimização de parâmetros operacionais em estratégias de remediação ambiental voltadas à mitigação de antibióticos em efluentes complexos.
Referências
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