MAPEAMENTO GENÉTICO NO CÂNCER DE MAMA: QUANTIFICAÇÃO DA SOLICITAÇÃO POR ONCOLOGISTAS, MASTOLOGISTAS E GENETICISTAS EM GOIÁS
Palavras-chave:
Gene BRCA1, Gene BRCA2, Mapeamento Cromossômico, Neoplasias da MamaResumo
Introdução: O câncer de mama é uma das neoplasias de maior impacto global assim como no Brasil. Mutações germinativas nos genes BRCA1/BRCA2 contribuem em 5-10% dos casos e tornam o mapeamento genético ferramenta relevante para prevenção e manejo individualizado. Em Goiás, a Lei nº 20.707/2020 prevê oferta do teste para grupos de risco, o que torna importante avaliar sua adoção clínica. Objetivo: Quantificar a proporção de oncologistas, mastologistas e geneticistas em Goiás que já solicitaram mapeamento genético e identificar motivos e barreiras a sua incorporação na prática. Método: Estudo observacional, transversal e exploratório. Coleta por questionário eletrônico com termo de consentimento, análise descritiva em planilhas. Foram avaliados perfil sociodemográfico, conhecimento, frequência de uso e razões para solicitar e não solicitar o exame. Resultados: Participaram 16 médicos sendo: 08 oncologistas, 07 mastologistas e 01 geneticista; 10 médicos do sexo masculino, faixa etária predominante 31-40 anos. Dos participantes 15 declararam conhecer o mapeamento genético, 08 utilizam frequentemente, 03 as vezes, 03 raramente e 01 nunca. Os principais indutores ao pedido foram diagnósticos antes dos 40 anos, histórico familiar direto e tumor triplo-negativo antes dos 50 anos. Barreiras citadas incluíram percepção de baixo custo-benefício, insuficiente preparo para aconselhamento e crença de pouca utilidade clínica. Conclusões: Apesar do amplo conhecimento declarado, apenas metade dos profissionais usa rotineiramente o mapeamento genético, indicando separação entre conhecimento e prática. Recomenda-se capacitação em aconselhamento genético, divulgação dos fluxos terapêuticos e estudos maiores para orientar políticas locais.
Referências
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