A INFLUÊNCIA DA DOR NO TEMPO DE INTERNAÇÃO E DESFECHOS CLÍNICOS NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS-GOIÁS NO ANO DE 2022
Palavras-chave:
Dor, Hospitalização, Causas de morteResumo
Introdução: A dor crônica (DC) é um problema global de saúde pública com alta prevalência no Brasil, impactando a qualidade de vida. Classificada como primária ou secundária, varia por idade e gênero (mais em mulheres e idosos). Estudos brasileiros sobre o tema são escassos. Objetivos: Buscou-se compreender a relação entre doenças crônicas, doenças agudas, idade, sexo, permanência hospitalar e óbitos em Anápolis-GO, 2022. Investigou-se o impacto da dor secundária na internação, a associação idade-óbito e tendências de permanência por idade/sexo. Método: Estudo quantitativo, descritivo e dedutivo, utilizou dados secundários de AIHs do DataSUS de 2022 em Anápolis-GO. Analisaram-se faixa etária, sexo, custos e dias de permanência. Processamento com Excel e análise estatística via SPSS/R (regressão, ANOVA). Resultados: Diagnósticos primários de dor resultaram em internação nula/mínima. Contudo, doenças crônicas (IC: 1687 dias; transtornos mentais: 1623 dias) apresentaram as maiores permanências. Não houve óbitos diretos por dor primária; a maioria ocorreu em pacientes >50 anos com doenças crônicas graves. Homens tiveram internações mais longas em certas doenças pulmonares. Conclusões: A dor primária não determinou internações prolongadas ou óbitos. Há forte correlação entre idade avançada, doenças crônicas, maior permanência hospitalar e mortalidade. A dor é um sintoma secundário relevante. O manejo eficaz é crucial para qualidade de vida e otimização da gestão hospitalar.
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