Evasão parental na Educação Infantil: um olhar da Psicologia Escolar sobre os fatores de afastamento em creches

Autores

  • Cláudia Dias Teixeira dos Santos Unievangelica
  • Isadora Siqueira
  • Nauana Gonçalves
  • Rosyane Sousa
  • Samuel Pinheiro Almeida
  • Rogério Pinheiros

Palavras-chave:

Educação Infantil; Psicologia Educacional; Relações Familiares; Desenvolvimento Infantil; Instituições Acadêmicas.

Resumo

A Educação Infantil constitui etapa decisiva do desenvolvimento humano, e a qualidade da relação entre família e creche influencia diretamente o percurso da criança. Este estudo teve por objetivo analisar, sob a perspectiva da Psicologia Escolar, os fatores associados ao afastamento parental do cotidiano das creches e discutir o papel do psicólogo escolar na mediação desses vínculos. Realizou-se revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, com busca em bases e repositórios nacionais e internacionais, apoiada em referenciais da perspectiva histórico-cultural, da teoria bioecológica e da Psicologia Escolar crítica. Os resultados indicam que o distanciamento das famílias raramente traduz negligência ou desinteresse, associando-se antes a jornadas exaustivas de trabalho, vulnerabilidade social, experiências escolares prévias negativas e práticas institucionais pouco acolhedoras. Evidencia-se que a comunicação escola-família centrada em queixas e cobranças produz uma evasão defensiva, na qual os responsáveis evitam a instituição percebida como espaço de julgamento. Discute-se, ainda, que a atuação do psicólogo escolar, ao superar o modelo clínico individualizante, favorece escuta qualificada, mediação de conflitos, reuniões humanizadas e formação continuada das equipes. Conclui-se que fortalecer a parceria família-creche exige superar a culpabilização das famílias e construir espaços democráticos que reconheçam as diferentes realidades familiares, favorecendo o desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança.

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Publicado

2026-07-20

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Revisões

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