Da neurastenia à angústia como sinal do ego: a classificação freudiana das neuroses entre 1893 e 1926TO

Autores

  • Santiago Adorno Naves UNIEGO

Palavras-chave:

psicanálise, neuroses atuais, psiconeuroses, histeria, angústia

Resumo

Este estudo revisa a classificação freudiana das neuroses entre 1893 e 1926, distinguindo neuroses atuais de psiconeuroses e acompanhando os deslocamentos que a hipocondria e a fobia sofreram ao longo da obra do autor. Parte-se do pressuposto de que a distinção inicial entre um registro somático, sem elaboração psíquica, e um registro simbólico, fundado no recalcamento, não permaneceu estática, mas foi reconfigurada à medida que Freud revisou a teoria da angústia. Como método, empregou-se análise documental e hermenêutica de textos primários selecionados — Estudos sobre a histeria (1893-1895), As neuropsicoses de defesa (1894), o artigo sobre a neurose de angústia (1895), A etiologia da histeria (1896), Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905), O inconsciente (1915) e Inibição, sintoma e angústia (1926) —, com atenção às mudanças terminológicas entre as diferentes fases da obra. Os resultados indicam que a hipocondria manteve posição instável entre as neuroses atuais, que a histeria comportou três variantes conceituais (retenção, hipnoide e defesa) e que a fobia, tratada inicialmente como derivação da neurose de angústia ou da histeria, ganhou autonomia clínica apenas em 1926, quando a angústia deixou de ser concebida como descarga de libido represada e passou a ser entendida como sinal do ego diante do perigo. Conclui-se que a classificação freudiana das neuroses não constitui um sistema fechado, mas um vocabulário clínico em revisão contínua, cuja compreensão depende da leitura cronológica da obra.

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Publicado

2026-07-13

Edição

Seção

Artigos Originais

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