Medicalização e acompanhamento psicológico no ambiente escolar: uma revisão integrativa

Autores

  • Cláudia Dias Teixeira dos Santos Unievangelica
  • Ana Paula Oliveira
  • Anna Julia Almeida
  • Luan Ribeiro
  • Maria Eduarda Rezende

Palavras-chave:

Saúde mental; Serviços de saúde escolar; Medicalização; Psicologia educacional; Estudantes.

Resumo

O aumento de diagnósticos psiquiátricos e do uso de psicofármacos entre estudantes reacendeu o debate sobre a medicalização da educação. Esta revisão integrativa discute a articulação entre medicalização e acompanhamento psicológico no ambiente escolar e seus reflexos na aprendizagem e no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Procedeu-se a levantamento em PubMed, SciELO, PePSIC e Google Acadêmico, priorizando meta-análises, revisões sistemáticas e estudos empíricos de periódicos indexados publicados sobretudo nas duas últimas décadas. A literatura converge em três pontos: primeiro os transtornos mentais na infância e na adolescência são frequentes e comprometem funções executivas, memória e engajamento escolar, com mediação neurobiológica do eixo do estresse. Segundo a resposta exclusivamente farmacológica, quando desacoplada dos contextos pedagógico, familiar e social, tende a converter dificuldades de escolarização em supostas patologias individuais, com risco de rotulagem e estigma. Terceiro, quando há indicação clínica criteriosa, o tratamento medicamentoso associado a intervenções psicossociais apresenta resultados superiores aos de cada abordagem isolada. Conclui-se que a medicalização e o acompanhamento psicológico não se opõem, mas se complementam sob avaliação multidisciplinar que considere a totalidade do estudante, evitando tanto a negligência de quadros que demandam cuidado quanto a prescrição precipitada diante de queixas de origem contextual.

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Publicado

2026-07-20

Edição

Seção

Revisões

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