Aplicabilidade da Psicoterapia Focal Psicanalítica no Contexto da Saúde Pública Brasileira: uma Revisão Narrativa

Autores

  • Santiago Adorno Naves UNIEGO

Palavras-chave:

psicoterapia breve, psicoterapia focal, psicanálise, psicologia hospitalar, Sistema Único de Saúde

Resumo

A psicoterapia focal psicanalítica, também referida na literatura como terapia breve focal ou psicoterapia breve de orientação psicanalítica, consolidou-se ao longo da segunda metade do século XX como resposta técnica à escassez de recursos assistenciais em saúde mental, sobretudo no período pós-Segunda Guerra Mundial. Delimitada pela definição de um foco específico, por um limite de tempo pré-estabelecido e pela manutenção do referencial psicanalítico, essa modalidade terapêutica distingue-se da psicanálise clássica pela restrição deliberada de seus objetivos. Este artigo apresenta uma revisão narrativa da literatura sobre os fundamentos históricos, os princípios técnicos e as possibilidades de aplicação da psicoterapia focal psicanalítica, com ênfase no contexto hospitalar e ambulatorial do Sistema Único de Saúde no Brasil. Foram consultadas as bases SciELO, PePSIC e Biblioteca Virtual em Saúde, priorizando publicações em língua portuguesa que discutissem indicações, técnica e aplicabilidade institucional da abordagem. Os achados indicam que a psicoterapia focal se mostra viável sobretudo em unidades ambulatoriais, onde o setting permite maior privacidade e continuidade, mas encontra restrições relevantes em enfermarias e unidades de terapia intensiva, cujas características institucionais dificultam a fixação de foco e prazo. Conclui-se que a aplicabilidade da técnica depende menos de uma suposta superioridade sobre outras abordagens e mais da compatibilidade entre critérios de indicação, características do paciente e condições concretas do serviço que o acolhe.

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Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

Artigos Originais

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