O Uso medicinal da cannabis no tratamento da dor crônica

Autores

  • Geovanna Adorno Centro Universitário Evangélico de Goianésia - UNIEGO
  • Larissa Soares de Brito Centro Universitário Evangélico de Goianésia - UNIEGO
  • Isabela Cristina Evangelista Vaz de Araújo Centro Universitário Evangélico de Goianésia - UNIEGO

Palavras-chave:

Cannabis, Dor crônica, Plantas medicinais

Resumo

INTRODUÇÃO: A dor crônica é uma condição debilitante que dura mais de três meses e afeta a qualidade de vida de muitas pessoas. Tratamentos convencionais, como analgésicos e opioides, nem sempre são eficazes ou seguros a longo prazo, podendo causar dependência ou efeitos colaterais. Por isso, a cannabis medicinal especialmente seus principais componentes, o THC (tetraidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), vem sendo estudada como alternativa terapêutica. Esses compostos interagem com o sistema endocanabinoide do corpo, modulando a percepção da dor e a inflamação. OBJETIVO: Analisar como a cannabis medicinal pode ajudar no tratamento da dor crônica e quais são seus principais benefícios e riscos. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no período de 2020 a 2025. A busca utilizou os descritores "Cannabis", "Dor Crônica", “Plantas medicinais”. Foram encontrados seis artigos, incluimos dois em português, que abordavam o uso medicinal da cannabis para o tratamento da dor crônica. Os dados extraídos foram sintetizados de forma qualitativa, visando compreender os desafios e as estratégias de manejo relacionados ao tema. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os estudos analisados mostram que a cannabis medicinal tem potencial para reduzir a dor crônica, principalmente em pacientes que não obtêm boa resposta com tratamentos tradicionais. O canabidiol (CBD) aparece como o componente mais seguro e frequentemente associado ao alívio da dor, melhora do sono e da qualidade de vida, enquanto o THC tem efeito analgésico mais forte, porém com maior risco de efeitos colaterais. As pesquisas também indicam que o uso da cannabis pode diminuir a necessidade de opioides. Outro ponto observado é que os resultados variam conforme a dose e a combinação entre CBD e THC, reforçando a necessidade de acompanhamento profissional. Apesar dos benefícios descritos, os estudos destacam limitações importantes, como falta de padronização nas formulações e diferenças nos métodos de avaliação da dor, o que dificulta a comparação entre pesquisas. Além disso, alguns efeitos adversos foram relatados, como sonolência, tontura e desconfortos leves, principalmente quando há maior concentração de THC. De forma geral, os achados indicam que a cannabis medicinal é uma alternativa promissora para o manejo da dor crônica, especialmente em casos resistentes aos tratamentos convencionais, mas ainda exige mais estudos para estabelecer doses ideais e garantir segurança no uso a longo prazo. CONCLUSÃO: O uso medicinal da cannabis mostra-se promissor como alternativa para o tratamento da dor crônica, podendo reduzir a intensidade da dor e a dependência de opioides. No entanto, apesar dos achados positivos, ainda há lacunas importantes, especialmente em relação à dosagem ideal, formulações padronizadas e segurança a longo prazo. Mais estudos clínicos controlados são necessários para estabelecer protocolos terapêuticos seguros e eficazes.

Publicado

2026-08-24