POLIFARMACIA EM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSIVEIS: RISCOS E O PAPEL DA ENFERMAGEM

Autores

  • Letícia Vitória Morais Fleury UNIEGO
  • Beatriz Gonçalves da Silva
  • Isabela Cristina Evangelista Vaz

Resumo

Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial e diabetes mellitus, caracterizam-se por sua longa duração e, frequentemente, exigem uso contínuo de medicamentos. Além disso, é comum a presença de multimorbidade, definida como a coexistência de duas ou mais condições crônicas no mesmo indivíduo. Consequentemente, eles precisam fazer uso de diferentes medicações para conseguir tratar adequadamente essas enfermidades. Este processo dá início à polifarmácia, circunstância em que ocorre o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos. Diante disso, o enfermeiro exerce um papel fundamental no acompanhamento e orientação desses pacientes. Objetivo: Analisar os principais riscos associados à polifarmácia em pacientes com DCNT, assim como o papel da enfermagem em garantir a segurança do paciente. Metodologia: Realizou-se uma revisão de literatura nas bases de dados SciELO e PubMed, considerando artigos publicados na última década. As palavras-chave utilizadas foram ²Polifarmácia², ²Doenças crônicas² e ²Enfermagem². Artigos completos em português, espanhol e inglês foram considerados para inclusão. Resultados: Encontraram-se dados relevantes, apontando que a maioria dos pacientes são compostos por idosos, que iniciaram com um medicamento, e foi sendo ajustado ao decorrer dos anos. Um dos maiores riscos da polifarmácia é a ocorrência de eventos adversos resultante de interações medicamentosas, as quais apresentam grande risco de gravidade, aumentando assim, o índice de hospitalização. Um dos principais agentes causais é a prescrição por diversos profissionais sem a devida verificação dos medicamentos já utilizados pelo paciente, juntamente com a automedicação sem a orientação de um profissional de saúde. Conclusão: Portanto, é evidente que, grande parte da população, especialmente os idosos, utiliza variados medicamentos, sobretudo em decorrência das doenças crônicas não transmissíveis. Isso provoca riscos à saúde, tanto a curto, quanto a longo prazo, impactando financeiramente e comprometendo a adesão adequada ao tratamento. Isso destaca que a conduta terapêutica não deve estar centrada apenas na doença, mas também no contexto geral e no histórico do paciente. A enfermagem executa um papel fundamental na garantia da segurança medicamentosa, ao supervisionar e acompanhar o uso correto desses fármacos. O acompanhamento constante promove o uso racional, a prevenção de eventos adversos evitáveis e garante a segurança e bem-estar dos pacientes.

Publicado

2026-08-24