Cuidado de enfermagem em pacientes com ISTs\AIDS na Atenção Primária

Autores

  • Kayky de Andrade Torres Uniego Goianésia
  • Ana Clara Alves Oliveira Uniego Goianésia
  • Maria Eduarda Teixeira Alves Uniego Goianésia
  • Karyne Ferraz da Costa Souza Uniego Goianésia

Palavras-chave:

Infecções; Riscos; Consulta; Preconceitos; Barreiras

Resumo

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e o HIV representam graves problemas de saúde pública que demandam a aplicação da Prevenção Combinada, integrando medidas biomédicas e comportamentais1. Nesse cenário, a atuação do enfermeiro na Atenção Primária é essencial para o diagnóstico precoce através de testes rápidos e para garantir uma assistência humanizada, acolhedora e livre de estigmas2-3. OBJETIVO: Orientar as ações do enfermeiro na atenção primária para o manejo de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica e documental fundamentada em evidências científicas e normas técnicas oficiais4. A síntese foi elaborada a partir da análise de manuais técnicos do Ministério da Saúde, protocolos assistenciais do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MS) e artigos científicos especializados selecionados em bases de dados como BVS, SciELO e PUBMED. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos indicam que a consulta de enfermagem para IST/HIV é frequentemente insatisfatória, com lacunas graves no exame físico e no aconselhamento preventivo. Estigmas e preconceitos por parte dos profissionais, somados ao desconforto em discutir a sexualidade, criam barreiras que dificultam o vínculo e o diagnóstico precoce5. Em relação à população, destacam-se vulnerabilidades como o início precoce da vida sexual, o uso inconsistente de preservativos e o baixo conhecimento sobre a Prevenção Combinada1. Por fim, o estigma social permanece como um dos maiores obstáculos ao controle das infecções. O medo da quebra de sigilo e do julgamento na comunidade faz com que muitas pessoas vivendo com HIV optem por esconder o diagnóstico ou buscar tratamento longe de suas áreas de residência, o que fragiliza o cuidado integral na Atenção Primária. CONCLUSÃO: A Prevenção Combinada e o diagnóstico precoce consolidam-se como as estratégias mais eficazes para o controle das IST e do HIV. O enfermeiro na Atenção Primária desempenha um papel transformador por meio da consulta e do aconselhamento qualificado, sendo essencial para fortalecer o vínculo e a adesão do usuário ao tratamento. Entretanto, para que a assistência seja plenamente resolutiva, é urgente superar barreiras estruturais como o estigma e o preconceito nos serviços de saúde5.

Publicado

2026-08-24