ASSISTÊNCIA BÁSICA NA PREVENÇÃO, PROMOÇÃO DA SAÚDE E CONTROLE DA INCIDÊNCIA DE ISTs ENTRE JOVENS E ADOLESCENTES
Palavras-chave:
ISTs, Jovens e Adolescentes, Saúde Sexual, Atenção BásicaResumo
INTRODUÇÃO: A adolescência, período compreendido entre os 10 e 19 anos de idade (OMS) é uma fase de transição marcada por transformações físicas e psicossociais, incluindo o desenvolvimento da sexualidade. Entretanto, este período apresenta alta incidência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre jovens, devido a comportamentos de risco e falta de educação sexual adequada. Essa realidade exige medidas urgentes para fortalecer estratégias de prevenção e promoção da saúde sexual nessa população. OBJETIVO: Descrever a importância da atenção básica na prevenção e promoção da saúde para o controle da incidência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) entre adolescentes e jovens. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com artigos das bases Brazilian Journal of Development, BVS, Ministério da Saúde e Portal de Urologia (2018-2021). A pesquisa foi realizada no período de 2018 a 2021, utilizando descritores como “ISTs”, “Jovens e Adolescentes”, “Saúde Sexual” e “Atenção Básica”. Foram incluídos artigos publicados a partir de 2018, em língua portuguesa e com acesso gratuito ao texto completo. Como critérios de exclusão, foram eliminados estudos em outros idiomas, artigos pagos ou com texto indisponível, publicações fora do período estabelecido e trabalhos não relacionados às temáticas centrais. RESULTADOS: Entre 2009 e 2019, o Brasil registrou um aumento expressivo nas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com crescimento de 64,9% entre jovens de 15 a 19 anos e 74,8% na faixa etária de 20 a 24 anos. Esse cenário está associado a fatores como iniciação sexual precoce, múltiplos parceiros e uso inconsistente de preservativos, refletindo falhas na educação sexual tanto nos serviços de saúde quanto no ambiente escolar e familiar. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia revelam que quase 41,67% dos jovens não conversam sobre sexo e buscam pouca orientação na família e na escola. Além disso, entre esses adolescentes de 12 a 18 anos, 15% já tiveram relações sexuais, mas 44% não usaram preservativo na primeira vez, e 35% não utilizam ou usam raramente. Essa carência de informação contribui para o desconhecimento sobre as ISTs e suas consequências, já que o preservativo muitas vezes é associado apenas à prevenção da gravidez, e não à proteção contra infecções. CONCLUSÃO: Para conter o avanço das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), é fundamental reestruturar a assistência básica, incentivando parcerias intersetoriais e ampliando as ações de educação sexual em unidades de saúde, escolas e famílias. O Programa Saúde na Escola (PSE) deve ser fortalecido, enquanto as unidades básicas de saúde precisam adaptar suas estratégias para alcançar um maior número de adolescentes, oferecendo testagem rápida, orientações sobre o uso correto de preservativos e aconselhamento sobre HIV, sífilis e outras ISTs. Dessa forma, é crucial promover a prevenção, assegurar o diagnóstico precoce e garantir o tratamento adequado por meio da Atenção Básica, considerando a diversidade sexual e as diferentes práticas sexuais.