COMPLEXIDADE TERAPÊUTICA NO ENVELHECIMENTO: FATORES E DESAFIOS DA POLIFARMÁCIA

Autores

  • Amanda Pereira do Nascimento Faculdade Evangélica de Goianésia

Resumo

INTRODUÇÃO: O envelhecimento da população traz crescentes desafios para a saúde dos idosos, que, devido à fragilidade e a múltiplas doenças crônicas, necessitam de mais medicamentos. Esse cenário resulta em polifarmácia, o que aumenta a vulnerabilidade e os riscos para esse grupo. A carência de políticas públicas e a ausência de diretrizes normativas têm sido problemas adicionais, visto que o enfermeiro desempenha um papel fundamental ao educar, de modo a consciencializar sobre o uso seguro de medicamentos. OBJETIVO: O objetivo é analisar os fatores que levam à polifarmácia em idosos e os desafios da gestão terapêutica, propondo estratégias para otimizar o cuidado e a qualidade de vida dessa faixa etária. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura sobre o tema, utilizando as bases de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scielo e periódicos científicos. O foco foi em Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Polifarmácia”, “Idosos” e “Cuidados de Enfermagem” e os seguintes boleadores: “and” e “or”. Foram incluídos artigos originais e completos em inglês ou português, publicados entre 2019 a 2024. RESULTADOS: Com base na análise dos estudos selecionados, a polifarmácia em idosos é influenciada por fatores socioeconômicos e emocionais, como baixa escolaridade, condições financeiras desfavoráveis e falta de suporte familiar. Esses fatores dificultam o autocuidado, além do manejo eficaz das terapias, levando ao alto consumo de medicamentos e de forma inadequada. Observou-se que o uso concomitante de vários fármacos é mais prevalente em idosos com multimorbidades, com destaque as mulheres, viúvas, hipertensas e com limitações funcionais. Ademais, foi notado a falta de conhecimento do enfermeiro na gestão, aliada à carência de políticas públicas e diretrizes específicas. Muitos profissionais de enfermagem não possuem formação adequada para orientar de forma apropriada sobre o uso seguro de múltiplas substâncias terapêuticas, o que compromete a adesão ao tratamento e aumenta os eventos adversos. CONCLUSÃO: O gerenciamento da polifarmácia deve ser realizado de maneira multidisciplinar e centrado em torno da revisão sistemática dos fármacos e comunicação entre profissionais de saúde. A retirada de medicamentos desnecessários e a racionalização das estratégias de tratamento são pilares para diminuir riscos e promover resultados de saúde. Dessa maneira, a compreensão da complexidade terapêutica em torno da senilidade deve ser abordada com um olhar peculiar, a fim de atender adequadamente a demanda de cada idoso e garantir que ele tenha acesso a tratamentos seguros e pertinentes à sua realidade. PALAVRAS-CHAVE: Polifarmácia, Idosos, Saúde, Medicamentos e Enfermeiro. 

Publicado

2026-08-24