INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA ENTRE ANTICONCEPCIONAIS ORAIS E ANTIBIÓTICOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.

Autores

  • Brunna Letticia Mendes da Silva Faculdade Evangélica de Goianésia-Faceg
  • Levina Faculdade Evangélica de Goianésia- FACEG
  • Vinicius Faculdade Evangélica de Goianésia- FACEG
  • Sara Faculdade Evangélica de Goianésia- FACEG
  • Isabela Faculdade Evangélica de Goianésia- FACEG

Palavras-chave:

Antibióticos;, Anticoncepcionais orais;, Interação medicamentosa.

Resumo

INTRODUÇÃO: Os anticoncepcionais orais são amplamente utilizados como o método contraceptivo preferido pelas mulheres, frequentemente em combinação com outros fármacos, como os antibióticos. O uso concomitante desses medicamentos pode   resultar em interações que diminuem a eficácia dos AO- Anticoncepcionais Orais, aumentando o risco de gravidez indesejada. Em vista disso, busca-se analisar as interações medicamentosa entre anticoncepcionais orais e antibióticos, e como deve ser a conduta do enfermeiro diante dessa situação. OBJETIVO: Compreender as interações medicamentosas entre anticoncepcionais orais e antibióticos, e como deve ser a conduta do enfermeiro diante dessa situação. METODOLOGIA: Foi realizado um levantamento bibliográfico de revisão integrativa da literatura sobre o tema na base de dados do Google Acadêmico, utilizando descritores “Interação Medicamentosa”, “Anticoncepcionais Orais’’ e “Antibióticos’’, e limitando-se a artigos publicados em língua portuguesa a partir de 2020. RESULTADOS: Identificou-se os principais mecanismos de interações entre anticoncepcionais orais e antibióticos, sendo eles, alterações na flora intestinal e indução do sistema microssomal hepático e suas enzimas. A interação e a redução da eficácia variam conforme o tipo de antibiótico. A rifampicina foi especialmente notável por comprometer consideravelmente a eficácia contraceptiva. Os anticoncepcionais orais agem inibindo o FSH e LH, evitando a ovulação e alterando o muco cervical e o endométrio. No processo de metabolização, que ocorre através do ciclo êntero-hepático, a microbiota intestinal e enzimas hepáticas desempenham papel crucial, mas antibióticos como a penicilina e a rifampicina interferem nessa dinâmica. CONCLUSÃO: Embora a maioria dos antibióticos não comprometam significativamente a efetividade dos anticoncepcionais, é fundamental que os profissionais de saúde alertem as pacientes sobre os potenciais riscos, e recomendem métodos contraceptivos adicionais para certos antibióticos, como a rifampicina, que é cientificamente comprovada capaz de reduzir a eficácia contraceptiva. As interações entre anticoncepcionais orais e antibióticos são complexas e exigem cuidado na prescrição e orientação, portanto, a continuidade das pesquisas sobre essas interações é crucial para assegurar a saúde reprodutiva e práticas clínicas bem informadas.

Publicado

2026-08-24