EXPLORANDO O POTENCIAL DOS APLICATIVOS MÓVEIS NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Palavras-chave:
Aplicativos Móveis, Doença Crônica, PediatriaResumo
Introdução: O mHealth, ou saúde móvel, representa a utilização de dispositivos inteligentes para aprimorar a
saúde pública. Apesar de ser uma importante ferramenta de apoio, com o crescente aumento de crianças e
adolescentes com doenças crônicas, sua adoção ainda enfrenta desafios significativos. Objetivo: Este estudo teve
como objetivo analisar a percepção e o uso de aplicativos móveis por pais e responsáveis no acompanhamento do
tratamento de doenças crônicas em crianças e adolescentes. Método: Foi realizado um estudo transversal,
quantitativo e descritivo com uma amostra de 100 pais ou responsáveis. A coleta de dados foi feita por meio de
um questionário online, com aprovação prévia do Comitê de Ética e Pesquisa. Resultados: A amostra foi
composta majoritariamente por pais de crianças com doenças crônicas, sendo o Diabetes Mellitus tipo 1 a condição
mais prevalente (33%). A pesquisa revelou que 90% dos entrevistados desconhecem o uso de aplicativos, e 92%
não os utilizam. No entanto, a percepção é positiva, com 65% considerando-os importantes e 66% julgando-os
primordiais. As principais barreiras apontadas foram a falta de divulgação (67%) e a dificuldade em encontrar
aplicativos de qualidade. Conclusão: Os resultados demonstram uma discrepância significativa entre a alta
percepção de valor e o baixo uso efetivo de aplicativos de saúde. A adoção dessas ferramentas é limitada por
falhas na comunicação e no acesso. O estudo sugere que investimentos em divulgação e aprimoramento de
plataformas podem otimizar o cuidado, oferecendo um recurso complementar valioso para pacientes e seus
familiares.
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