PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DO HIV EM ANÁPOLIS (GO): COMPARAÇÃO ENTRE O PERÍODO PRÉ-PANDEMIA E A EFETIVIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS LOCAIS
Palavras-chave:
Sistema Único de Saúde (SUS), HIV, AnápolisResumo
Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição Federal de 1988, consolidou a saúde como direito universal e dever do Estado no Brasil. Desde sua criação, o país enfrenta desafios relacionados às doenças transmissíveis, incluindo o HIV/AIDS, identificado em 1981. Entre 2007 e 2017, mais de 230 mil casos de infecção pelo HIV foram notificados, principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Esse contexto evidencia a necessidade de políticas públicas eficazes para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Objetivo: Esse estudo objetiva comparar o perfil clínico-epidemiológico dos casos de HIV em Anápolis (GO) no período pré-pandemia e avaliar a efetividade das políticas públicas locais. Método: Trata-se de pesquisa observacional, retrospectiva e qualitativa, baseada em dados públicos do Portal do Cidadão e do Plano Municipal de Saúde 2018–2021, abrangendo 396.923 habitantes, com parecer favorável do CEP nº 7.770.166. Resultados: Os resultados revelam que o Plano Municipal buscou ampliar e qualificar os serviços do SUS, atendendo também cidades vizinhas. Entretanto, identificou-se fragilidade na implementação do Programa DST/AIDS, cujos indicadores estavam desatualizados e voltados ao diabetes, limitando ações preventivas, educativas e de acompanhamento do HIV. Conclusões: Apesar das metas previstas, a redução dos casos em 2020 não pode ser atribuída diretamente às políticas locais, evidenciando lacunas na estruturação e execução das ações. Destaca-se a necessidade de estudos adicionais para compreender os fatores associados à queda das infecções e aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento no município.
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