COMPARAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES DE TRANSTORNOS ALIMENTARES ENTRE OS ALUNOS DAS TRÊS TURMAS PESQUISADAS, PRIMEIRO, QUINTO E OITAVO PERÍODOS
Palavras-chave:
Transtornos Alimentares, Estudantes de Medicina, Saúde MentalResumo
Introdução: A formação em Medicina exige rotina intensa e elevada pressão acadêmica, fatores que favorecem o surgimento de transtornos alimentares (TA) e comportamentos alimentares de risco. Investigar a relação entre essas demandas e a saúde mental dos estudantes é essencial para orientar estratégias de prevenção e promoção do bem-estar. Objetivo: Analisar comparativamente as manifestações de TA entre alunos do 1º, 5º e 8º períodos de Medicina. Método: Estudo analítico e observacional realizado na Universidade Evangélica de Goiás, com aplicação dos questionários Eating Attitudes Test (EAT-26) e Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP). Resultados: A ECAP indicou presença de compulsão alimentar moderada e grave em todas as turmas, com maior proporção relativa de casos graves no 1º período (48%) e maior número absoluto de casos graves no 8º período (25 alunos). O EAT-26 revelou aumento progressivo de atitudes alimentares de risco ao longo do curso, sugerindo que estudantes de períodos mais avançados apresentam padrões alimentares disfuncionais mais prevalentes. Conclusão: Os achados indicam que a pressão acadêmica e os fatores relacionados à rotina estudantil estão associados à presença de transtornos alimentares. Estratégias de prevenção, acompanhamento psicológico e incentivo a hábitos de vida saudáveis são essenciais para minimizar os efeitos negativos desses distúrbios na saúde dos estudantes de Medicina
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