METODOLOGIAS DE ESTERILIZAÇÃO DE SCAFFOLDS RENAIS: UMA MINI-REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Ana Laura Ferreira Rios Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA https://orcid.org/0009-0007-7145-2353
  • Luiz Gustavo Nascimento Dorvigens Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Mickael Breno de Godoi Sousa Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Antonio Moraes Farias Neto Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • João Pedro Ribeiro Afonso Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Luís Vicente Franco de Oliveira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA

Palavras-chave:

scaffold renal; esterilização; dióxido de carbono supercrítico; ácido peracético.

Resumo

Introdução: A bioengenharia de tecidos avança na criação de scaffolds (arcabouços) viáveis para aplicações com diversos tipos celulares. No entanto, um dos maiores desafios para o uso clínico desses biomateriais é a etapa de esterilização. Após o processo de descelularização, o scaffold resultante precisa ser completamente estéril. O método utilizado deve eliminar todos os contaminantes microbianos sem comprometer a estrutura delicada e os componentes biológicos da matriz, o que inviabilizaria sua aplicação terapêutica. Objetivo: avaliar principais métodos de esterilização de scaffolds renais para uso clínico. Métodos: através da estratégia PICO foi determinada a pergunta norteadora e foi feita a busca de artigos nos sites de pesquisa PubMed Central (PubMed), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Sciello, utilizando os descritores adequados segundo DECS/MesH. Foram selecionados 13 artigos para a construção desta revisão integrativa. Resultados: Métodos convencionais como a irradiação gama e a autoclavagem, embora eficazes, comprometem severamente a integridade estrutural e biológica do scaffold, tornando-os inadequados. O óxido de etileno (ETO) surge como uma alternativa menos destrutiva, mas seu risco inerente de citotoxicidade residual limita sua aplicação. Neste contexto, o ácido peracético (PAA), quando utilizado em condições otimizadas, representa a abordagem mais equilibrada, garantindo a esterilidade com danos mínimos à matriz e promovendo uma resposta celular robusta. Conclusão: A escolha do método de esterilização impacta diretamente a viabilidade de scaffolds de ECM. Porem as metodologias tradicionais não são adequadas para biomateriais muito sensíveis como um tecido renal , necessitando de novas técnicas que apesar de eficientes precisa ser colocadas mais em testes.

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Publicado

2026-02-03

Como Citar

Rios, A. L. F., Dorvigens, L. G. N., Sousa, M. B. de G., Neto , A. M. F., Afonso, J. P. R., & Oliveira , L. V. F. de. (2026). METODOLOGIAS DE ESTERILIZAÇÃO DE SCAFFOLDS RENAIS: UMA MINI-REVISÃO DE LITERATURA. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/15102

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