ANÁLISE DA PREVALÊNCIA DA AUTOMEDICAÇÃO POR ESTUDANTES EM UMA UNIVERSIDADE PARTICULAR NA CIDADE DE ANÁPOLIS GOIÁS
Palavras-chave:
Medicamentos, Automedicação, Estudantes, GoiásResumo
O período de graduação é caracterizado por alta cobrança e estresse, aumentando a vulnerabilidade dos estudantes. Nesse contexto, a utilização de medicamentos e suplementos estimulantes, especialmente por automedicação tornou-se comum entre os acadêmicos das áreas da saúde, humanas e exatas, com o intuito de aliviar sintomas de desgaste físico e mental. Tal cenário pode ocasionar consequências negativas, como vício, overdose e efeitos adversos aos medicamentos, exigindo assim uma maior atenção de profissionais e educadores a respeito do tema. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo central analisar a utilização de medicamentos, prescritos e não prescritos, por estudantes das áreas de Saúde, Humanas e Exatas, de uma universidade particular de Anápolis-Goiás. Trata-se de um estudo transversal que analisou 454 estudantes da UniEVANGÉLICA, no campus Anápolis, selecionados entre os cursos com maior número de discentes em cada área. Os dados foram coletados por questionário online ou impresso e analisados via teste qui-quadrado (p<0,05). Os resultados apresentados demonstraram que os analgésicos e anti-inflamatórios foram as classes mais frequentemente utilizados entre os estudantes. Além disso, a área da saúde apresentou uma maior prevalência no consumo dos medicamentos tanto prescritos, quanto na automedicação, seguida pelas áreas de humanas e exatas. Os achados evidenciam a necessidade de políticas institucionais voltadas à prevenção, orientação e acompanhamento psicossocial, a fim de reduzir os impactos negativos do uso inadequado de medicamentos no contexto acadêmico.
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