CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS CÂNCERES DE PÊNIS E TESTÍCULO EM GOIÁS
Palavras-chave:
Neoplasias do Pênis, Neoplasias Testiculares, Epidemiologia, GoiásResumo
Introdução: O câncer de pênis representa cerca de 2% das neoplasias masculinas no Brasil, enquanto o câncer de testículo, embora raro, é o mais comum em homens de 15 a 35 anos e apresenta altas taxas de cura. No entanto, atrasos no diagnóstico podem resultar em terapias agressiva. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico e clínico-patológico dos casos de câncer de pênis e testículo diagnosticados em Goiás, entre 2019 e 2024. Método: Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo com dados do TABNET/DATASUS de Goiás (2019–2024), analisando variáveis clínicas e terapêuticas. As informações foram organizadas em Excel® e submetidas à análise estatística descritiva e testes de associação (Fisher ou Qui-quadrado) no SPSS 27. Paralelamente, realizou-se revisão narrativa de literatura em bases nacionais e internacionais, incluindo artigos publicados nos últimos cinco anos sobre câncer de pênis e testículo. Resultados: Foram identificados 182 casos de câncer de testículo, predominando em pacientes de até 54 anos (89,6%), com tendência de crescimento ao longo do período. A maioria foi tratada com cirurgia (61,7%), seguida de quimioterapia (38,3%), sendo que 71,4% foram diagnosticados em estágios avançados. Para o câncer de pênis, foram analisados 96 casos, mais frequentes em indivíduos acima de 55 anos (67,7%). O tratamento cirúrgico prevaleceu (68,8%), e 86,7% estavam em estágios avançados. Conclusões: Conclui-se que os cânceres de pênis e testículo em Goiás foram diagnosticados tardiamente, reforçando a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde do homem.
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