AVANÇOS NA DESATIVAÇÃO DE PATÓGENOS COM RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Máté Magyarosi Universidade de Pécs, Pécs, Hungria
  • Alice Pereira da Silva Universidade Evangélica de Goias - UniEVANGÉLICA
  • Luis Gustavo Nascimento Dorvigens Universidade Evangélica de Goias - UniEVANGÉLICA
  • Giovanna Gomes de Jesus Universidade Evangélica de Goias - UniEVANGÉLICA
  • Mickael Breno Godoi Sousa Universidade Evangélica de Goias - UniEVANGÉLICA
  • João Pedro Ribeiro Afonso Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA https://orcid.org/0000-0002-1392-4910

Palavras-chave:

Radiação Far-UVC, Inativação de Patógenos, Segurança Humana

Resumo

A radiação ultravioleta C (UV-C) é uma conhecida ferramenta germicida, porém sua aplicação em comprimentos de onda convencionais (254 nm) apresenta riscos à saúde humana, como carcinogenicidade e danos oculares. Esta revisão analisa o potencial da radiação Far-UVC (200-230 nm), especificamente em 222 nm, como uma tecnologia promissora para inativar patógenos aéreos de forma segura em ambientes ocupados. O objetivo foi comparar a eficácia da Far-UVC com a irradiação germicida UV convencional (UVGI) em estudos in vitro e in vivo, com base em uma revisão sistemática da literatura. Os resultados indicam que a Far-UVC desativa eficientemente vírus e bactérias em aerossol, alcançando reduções de até 99,8% em ambientes controlados. O seu principal diferencial é a segurança: devido à sua limitada profundidade de penetração, a radiação não consegue atravessar a camada externa da pele humana ou do filme lacrimal, evitando os danos associados à UVGI. Estudos com voluntários humanos confirmam que a exposição a doses germicidas não causa desconforto ocular ou outros efeitos adversos significativos. Conclui-se que a Far-UVC é uma tecnologia altamente eficaz para a desinfecção contínua do ar. No entanto, são necessários mais estudos para avaliar sua eficácia contra uma gama mais ampla de patógenos, a segurança da exposição crônica e a aplicação em condições reais não controladas, visando sua implementação em larga escala em ambientes de saúde pública como hospitais e escolas.

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Publicado

2026-02-24

Como Citar

Magyarosi, M., da Silva, A. P., Dorvigens, L. G. N., de Jesus, G. G., Sousa, M. B. G., & Afonso, J. P. R. (2026). AVANÇOS NA DESATIVAÇÃO DE PATÓGENOS COM RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. CIPEEX. Recuperado de https://anais.unievangelica.edu.br/index.php/CIPEEX/article/view/14413

Edição

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RESUMO EXPANDIDO "SAÚDE" - acadêmico/público geral - 2025