A SOJA NO CONE SUL, AS SUAS INTERFACES COM AS UNIDADES POLÍTICAS INTERBIOMAS E OS PROCESSOS JURÍDICOS ASSOCIADOS ÀS EMPRESAS DE TECNOLOGIA AGRÍCOLA
Palavras-chave:
Monocultura da Soja no Cone Sul, Laboratório de História Ambiental do Cerrado, Centro de Estudos da Argentina Rural, Processos JurídicosResumo
A monocultura da soja no Brasil e na Argentina é a base da economia; ambos são grandes produtores e exportadores do grão e utilizam extensas áreas de terras, o que impacta diretamente o meio ambiente. O objetivo da pesquisa é compreender as dinâmicas do mercado da soja, o processo histórico do desenvolvimento do agronegócio, o uso de sementes geneticamente modificadas e os processos jurídicos associados às empresas de tecnologia agrícola de sementes na Argentina. A metodologia é fundamentada em levantamento bibliográfico com dados primários e secundários relacionados à expansão do agronegócio na Argentina. A coleta de dados está sendo realizada entre 01/08/2025 e 30/11/2025, na Universidade Nacional de Quilmes, em Buenos Aires, Argentina, no Centro de Estudos da Argentina Rural (CEAR). Os resultados parciais apontam que a produtividade da monocultura está relacionada com a atuação de empresas transnacionais em diversas fases da cadeia produtiva, com a crescente importância do grão para o mercado externo e que o processo se manterá em evolução, uma vez que é um país potencial para a abertura de novas fronteiras agrícolas. Os resultados parciais apontam que o cenário também se manterá favorável às empresas que controlam o setor de transgênicos, em razão de uma nova tecnologia introduzida no mercado mundial de sementes de soja e da legislação ambiental, fragilizada nos dois países por pressões liberais. No caso da Argentina, a extinção do Ministério do Meio Ambiente, que foi reclassificado como Subsecretaria, é um exemplo dessa fragilização.
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